Fernanda Bonin foi achada morta com sinais de estrangulamento no final de abril na Zona Sul de São Paulo

William Oliveira Publicado em 09/05/2025, às 08h33
A Polícia de São Paulo concluiu que o assassinato da professora Fernanda Bonin foi um crime encomendado por sua ex-companheira, motivado por ciúmes. O corpo da educadora foi encontrado no final de abril, próximo ao Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da capital paulista, com sinais de estrangulamento.
Após a descoberta do corpo, as investigações avançaram rapidamente. O carro da vítima foi localizado abandonado na mesma região algumas semanas depois. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) solicitou à Justiça a prisão da ex-esposa de Fernanda, a veterinária Fernanda Fazio, que também é mãe dos filhos da professora. A ex-companheira foi interrogada pela polícia em duas ocasiões. Até o momento, sua defesa não foi encontrada para comentar o caso.
Além da ex-esposa, a polícia pediu a prisão de outras duas pessoas apontadas como executoras do crime. A decisão agora cabe à Justiça, que avaliará os pedidos.
Recentemente, um dos suspeitos de envolvimento no abandono do veículo foi preso após ter a prisão temporária decretada. Em depoimento, ele admitiu ter deixado o carro no local indicado, mas negou participação no assassinato.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um casal abandona o veículo da professora nas proximidades do autódromo, no dia 27 de abril, data em que ela foi dada como desaparecida. As gravações mostram os dois saindo do automóvel, olhando ao redor e depois deixando o local. Outra câmera captou o casal caminhando por uma viela estreita até desaparecer do campo de visão. Segundo os investigadores, eles seguiram até a estação Autódromo, da Linha 9-Esmeralda, sem utilizar o trem.
No início da semana, a Polícia Civil apreendeu uma faca e um celular encontrados no carro da vítima. A faca será periciada, pois pode estar relacionada ao crime. O celular, sem chip e com aplicativos de jogos, possivelmente pertencia ao filho da professora.
Em relação ao desenrolar do crime, câmeras mostraram Fernanda saindo sozinha de seu prédio, na Zona Oeste, por volta das 18h50. Após sua saída com o Hyundai Tucson prata, ela não foi mais vista.
O corpo foi encontrado com uma corda no pescoço, e a Polícia Técnico-Científica apura a asfixia como provável causa da morte.
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