PM mata membro do PCC ligado à execução de ex-delegado em SP

Suspeito, foragido desde 2022, foi morto em confronto com a PM na Zona Leste da capital

Ex-delegado Ruy Ferraz Fontes teria sido alvo de célula do PCC - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 23/09/2025, às 17h45

Em ação realizada nesta terça-feira (23), na Zona Leste de São Paulo, a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) matou Cleberson Paulo dos Santos, conhecido como “Nego Mimo”, “Nego Limo” ou simplesmente “Mimo”. Ele era apontado como integrante da célula do Primeiro Comando da Capital (PCC), chamada Sintonia dos 14 ou Bonde dos 14, suspeita de organizar ataques contra autoridades e de planejar a execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado na semana passada em Praia Grande, no litoral paulista.

Mimo foi localizado na Rua Luiza Rosa Paz Landim, na Vila Curuçá, Zona Leste da capital, e morreu após trocar tiros com policiais do 3º Batalhão de Choque da PM. Segundo a corporação, o celular do suspeito foi apreendido e entregue à Polícia Civil, que vai investigar a participação dele no crime.

Histórico criminal e fuga

Santos estava foragido desde 2022, quando não retornou de uma saída temporária do Centro de Detenção Provisória de Valparaíso, onde cumpria pena por homicídio. Com a fuga, deixou de cumprir dez anos de prisão. Seu histórico inclui registros por roubo, homicídio, associação criminosa, associação ao tráfico, corrupção de menor, uso de documento falso e falsificação de documento público.

Em 2019, ele já havia sido identificado pela Polícia Civil como participante de planos de atentados contra agentes públicos, incluindo Ruy Ferraz Fontes. Na época, documentos apreendidos confirmaram seu envolvimento nos planos do Bonde dos 14.

Execução do ex-delegado

Ruy Ferraz Fontes, que atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil de São Paulo e era especialista no combate ao PCC, foi morto em 15 de setembro após o expediente na Prefeitura de Praia Grande, onde trabalhava atualmente como secretário de Administração.

Ele foi perseguido, colidiu o carro que dirigia contra um ônibus e, em seguida, foi atingido por ao menos 12 tiros de fuzil disparados por criminosos que desceram de outro veículo. Até o momento, quatro suspeitos já foram presos pelo crime, enquanto outros quatro permanecem foragidos e são procurados pela polícia.

Ao longo de sua carreira, Ruy comandou divisões importantes da Polícia Civil, como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Homicídios e o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), acumulando experiência no enfrentamento ao crime organizado do estado.

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