Diário de São Paulo
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Polícia prende sexto suspeito de espancar policial civil até a morte em comunidade de SP

O suspeito, conhecido como “Piauí”, foi capturado na Zona Sul da capital; apenas um dos sete denunciados pelo crime segue foragido

Policial Caio Bruno atuava no Denarc há quase 15 anos - Imagem: Reprodução
Policial Caio Bruno atuava no Denarc há quase 15 anos - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 23/09/2025, às 15h43


A Polícia Civil prendeu, na noite da última segunda-feira (22), em Santo Amaro, zona sul da capital, Alesson Monteiro de Sena, de 35 anos, conhecido como “Piauí”. Ele é apontado como um dos sete envolvidos no assassinato do investigador Caio Bruno, de 33 anos, morto no início do mês após ser espancado na Favela do Gato, no Bom Retiro, região central de São Paulo. Caio Bruno ingressou na Polícia Civil de São Paulo em 2011 e atuava no Denarc desde então.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), Piauí estava foragido e foi localizado por equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra) na Rua Engenheiro Mesquita de Sampaio. Ele foi encaminhado à 1ª Delegacia da DISE/DENARC, onde permanece à disposição da Justiça. As buscas continuam para prender o último suspeito envolvido no crime, que segue foragido.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou sete homens pelo crime: além de Alesson Monteiro, também foram identificados Júlio César Lopes de Oliveira, o “Carioca”; Tiago Bezerra de Almeida; Vitor Ribeiro de Souza; William Moreira Mendes; Dino Zan Alves, o “Mun Rá”; e Marcelo Gomes dos Santos — o único que ainda não foi localizado. De acordo com a promotoria, todos têm ligação com uma facção criminosa envolvida no tráfico de drogas da região.

Relembre o caso

O investigador Caio Bruno, que atuava no Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc), foi encontrado morto na noite de 2 de setembro, com sinais de linchamento, na Favela do Gato. Ele apresentava ferimentos na cabeça e no tórax e teve o rosto desfigurado após ser atingido por golpes violentos.

Segundo a investigação, a morte ocorreu depois que o policial atirou contra William Moreira Mendes. A arma dele, acompanhada de um carregador estendido com 25 munições intactas, foi deixada pelos agressores a poucos metros do corpo. Testemunhas relataram que o agente tentou arrombar a porta de um apartamento antes de ser agredido. As circunstâncias que levaram o policial a agir sozinho, sem mandado judicial, seguem em apuração.


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