A investigação revelou que o ex-gerente liberou 70 operações fraudulentas, utilizando documentos falsos
Gabriela Thier Publicado em 23/09/2025, às 19h20
Na manhã de terça-feira (23), a Polícia Civil deflagrou uma operação contra Alan Maurício Casuo, ex-gerente do Banco do Brasil, sob a suspeita de ter desviado R$18 milhões da instituição entre os anos de 2023 e 2024. Além de Casuo, sua esposa, Jennifer Coelho da Cunha, e um sócio também estão sob investigação.
Durante a ação policial, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores pertencentes aos envolvidos, visando a reparação dos danos causados.
A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Combate à Lavagem de Dinheiro e resultou na apreensão de diversos itens, incluindo relógios de luxo e cartões bancários registrados em nome de terceiros.
A investigação teve início a partir de uma auditoria interna realizada pelo Banco do Brasil, que revelou que Alan havia autorizado a liberação de 70 operações de crédito fraudulentas destinadas a empresas fictícias.
O ex-gerente, que acumulava mais de 11 anos na instituição e também se dedicava ao poker profissional, tinha a responsabilidade pela análise e aprovação dos empréstimos. As apurações indicaram que ele utilizava documentos e informações cadastrais inconsistentes, desrespeitando os procedimentos de segurança estabelecidos pela instituição financeira.
Adicionalmente, as investigações mostraram que Casuo e sua esposa participaram ativamente do esquema, transferindo quase R$ 1,5 milhão através do banco. Em sua defesa, Alan argumentou que as empresas envolvidas foram recomendadas por um "consultor financeiro" e afirmou ter agido sob pressão para atingir metas.
O Banco do Brasil divulgou uma nota afirmando que possui processos rigorosos para o monitoramento e apuração de fraudes e que está colaborando com as investigações em andamento.