A operação resultou em cinco mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilo bancário dos investigados e bloqueio de bens

William Oliveira Publicado em 23/09/2025, às 11h00
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), uma operação para desarticular um esquema criminoso responsável pelo desvio de mais de R$ 18 milhões em empréstimos fraudulentos do Banco do Brasil. Segundo as investigações, 24 empresas foram beneficiadas de forma irregular com a concessão de créditos.
O 3° Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em diferentes locais. A Justiça também determinou a quebra de sigilo bancário dos investigados e o bloqueio de seus bens.
As apurações começaram após uma auditoria interna do próprio banco, que identificou que Alan Maurício Casuo, um ex-gerente de relacionamento liberou 70 operações de crédito para empresas fictícias, somando mais de R$ 18 milhões. O relatório apontou que as companhias não existiam fisicamente.
Responsável por aprovar e liberar os empréstimos, o gerente utilizou documentos e informações inconsistentes, sem seguir os protocolos de segurança da instituição financeira.
De acordo com a polícia, o gerente e sua esposa, Jennifer Coelho da Cunha, receberam cerca de R$ 1,5 milhão provenientes das fraudes. Ele afirmou que as empresas foram indicadas por um suposto “consultor financeiro” e que teria atuado sob pressão para cumprir metas. No entanto, as transferências financeiras mostram que parte do dinheiro foi enviada diretamente pelo consultor e por algumas das empresas beneficiadas.
Considerado peça-chave no esquema, o consultor recebeu aproximadamente R$ 1,27 milhão de ao menos 10 das 24 empresas investigadas, valores que, em grande parte, foram repassados ao gerente e à esposa.
A esposa do gerente também foi identificada como beneficiária direta, recebendo R$ 325 mil. Somadas, as movimentações financeiras do casal chegam a quase R$ 1,5 milhão.
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Durante a operação, os policiais constataram que 16 das 24 empresas listadas pelo Banco do Brasil não estavam registradas nos endereços informados, embora 12 delas ainda aparecessem como ativas na Receita Federal.
Em Santo André, no ABC Paulista, quatro empresas ligadas ao esquema foram localizadas em endereços vizinhos na mesma rua — Rosa de Siqueira, no bairro Campestre.
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