Homem é preso após se passar por líder espiritual e abusar de mulheres no litoral e Grande SP

Suspeito enganava mulheres com rituais e as drogava para cometer os abusos; quatro vítimas já denunciaram casos em Guarujá e Osasco

Prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 10/02/2026, às 17h14

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (9), um homem de 47 anos acusado de se passar por líder religioso para abusar sexualmente de mulheres no Guarujá, litoral de São Paulo. A prisão ocorreu no bairro Vila Santa Rosa e foi realizada em operação conjunta da Delegacia Sede e da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município, após a Justiça expedir mandado preventivo.

Segundo as investigações, o suspeito, identificado como Edson da Cruz, se apresentava como “pai de santo” e se aproximava de mulheres com problemas de saúde física ou psicológica, oferecendo rituais de purificação como forma de cura. Durante esses procedimentos, ele induzia as vítimas a ingerirem bebidas preparadas com ervas, que reduziam sua consciência, e posteriormente exigia relações sexuais, sob o pretexto de completar o rito religioso.

A polícia detalhou que Edson adaptava seu discurso de acordo com cada vítima, explorando a fé e a vulnerabilidade delas. Pelo menos quatro mulheres já relataram à polícia terem sido vítimas do mesmo modus operandi, em Guarujá e em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Uma das vítimas chegou a registrar a ocorrência e, em seguida, recebeu ligações de um número privado, sendo intimidada a não levar o caso adiante.

Além dos crimes sexuais, Edson também é investigado por denúncias de violência doméstica contra sua ex-companheira. Durante a operação, materiais foram apreendidos e serão analisados para identificar se há outros envolvidos ou mais vítimas.

De acordo com a Polícia Civil, a prisão preventiva foi solicitada para garantir a ordem pública, impedir novos abusos e evitar a destruição de provas. O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública de Guarujá, onde permanece à disposição da Justiça.

As autoridades reforçam que a investigação segue em andamento, com o objetivo de mapear a extensão dos crimes e oferecer apoio às vítimas.

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