Grupo é acusado de aplicar golpes em plataforma de ensino, usar criptomoedas para ocultar valores e adquirir bens de alto valor para lavar dinheiro; ação ocorreu em quatro estados.

Redação Publicado em 10/02/2026, às 10h36
Uma operação policial resultou na prisão de quatro suspeitos de uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 15 milhões em lavagem de dinheiro nos últimos dois anos, com a ação coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal e apoio de outras polícias estaduais.
As investigações revelaram que o grupo utilizava golpes em uma plataforma de ensino para obter recursos ilícitos, com um prejuízo estimado de mais de R$ 1 milhão apenas nessa modalidade.
Cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão foram cumpridos em várias cidades, e a Divisão de Falsificações e Defraudações de Brasília continua a investigação para identificar outros envolvidos e rastrear os valores movimentados.
Uma operação policial deflagrada nesta terça-feira (10) prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, responsável por movimentar cerca de R$ 15 milhões nos últimos dois anos. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio das polícias civis de São Paulo, Goiás e Minas Gerais.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava golpes aplicados em uma plataforma de ensino como uma das frentes para obtenção ilícita de recursos. O prejuízo estimado apenas nessa modalidade ultrapassa R$ 1 milhão, segundo a polícia.
Para ocultar a origem do dinheiro, os suspeitos teriam recorrido a estratégias de lavagem que incluíam o uso de criptomoedas, aquisição de veículos de alto valor, além da compra recente de terrenos, prática comum em esquemas de ocultação patrimonial. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam carros, motos, CPUs, dinheiro em espécie e escrituras de imóveis, além de senhas de carteiras digitais de criptoativos.
Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Sertãozinho, Contagem, Aparecida de Goiânia e Trindade. As apurações seguem sob responsabilidade da Divisão de Falsificações e Defraudações de Brasília, que agora trabalha para identificar outros envolvidos e rastrear a totalidade dos valores movimentados.
A polícia não informou, até a última atualização, se os investigados já possuem defesa constituída. O material apreendido será analisado e pode ampliar o alcance da investigação.
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