Flanelinhas e vendedores ambulantes comercializavam cartões falsos da zona azul; motoristas eram multados e recebiam pontos na CNH durante fiscalização digital
Lívia Gennari Publicado em 09/09/2025, às 11h59
Nesta terça-feira (9), a Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), deu início à Operação Guardião Fantasma, destinada a combater o golpe da zona azul no centro de São Paulo. A ação mira flanelinhas e vendedores ambulantes que comercializam ilegalmente talões falsos do estacionamento rotativo, prejudicando motoristas da capital.
De acordo com o capitão Silva Neto, do CPTran, os criminosos se passam por pessoas autorizadas a comercializar o Cartão Azul Digital (CAD), sistema oficial que substituiu os antigos talões de papel e que hoje permite o pagamento digital do estacionamento rotativo na cidade.
“Esses indivíduos utilizam máquinas falsas, que emitem boletos e tickets fraudulentos, colocando em risco os motoristas, que acabam sendo autuados por irregularidades, já que esses cartões não são cadastrados no sistema”, explicou o capitão.
Nos últimos meses, cerca de 20 pessoas vem sendo monitoradas por suspeita de participação nesse tipo de crime. As equipes policiais mapearam os locais onde o golpe é mais comum, e mobilizaram os agentes em pontos estratégicos do centro da cidade, com o objetivo de autuar os responsáveis e proteger possíveis vítimas.
A investigação começou a partir de relatos de motoristas que foram autuados mesmo acreditando estar com o pagamento regularizado. Segundo a empresa responsável pela gestão do serviço, não há vendedores ambulantes autorizados a comercializar créditos da zona azul nas ruas, reforçando que qualquer oferta feita por terceiros deve ser interpretada como suspeita de fraude.
O golpe resulta em prejuízos financeiros e infrações para as vítimas, que podem receber multa de R$ 195,23 e ter cinco pontos incluídos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) durante a fiscalização digital.
Para evitar cair na fraude, a PM orienta que os motoristas utilizem apenas os canais oficiais para a compra dos créditos da zona azul e desconfiem de ofertas realizadas por terceiros nas ruas. A operação segue em andamento, com o compromisso de tornar o trânsito da capital mais seguro e reduzir prejuízos aos motoristas.