Segundo o secretário da Segurança Pública, depoimentos e perícia em celulares confirmam a participação do suspeito no crime em Praia Grande
Lívia Gennari Publicado em 27/09/2025, às 17h18
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou na última sexta-feira (26), que Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar, é apontado como um dos atiradores responsáveis pela morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, executado no último dia 15 de setembro em Praia Grande, no litoral paulista.
De acordo com Derrite, depoimentos de suspeitos já presos e análises de informações extraídas de celulares reforçam a participação de Jaguar no crime.
O atirador, a gente pode cravar pelos indícios, é o Jaguar, que está preso. Porque, além do termo de depoimento de um dos presos, o Luiz, conhecido como Fofão, no aparelho celular dele foram extraídas informações que indicam que ele deu fuga a Jaguar, que seria um dos atiradores”, declarou o secretário.
Durante a investigação, projéteis foram recolhidos na cena do crime. Segundo Derrite, exames balísticos ainda serão realizados quando as armas forem apreendidas, o que poderá comprovar de forma técnica a autoria dos disparos. Atualmente, quatro suspeitos estão presos, entre eles, Jaguar, e outros quatro seguem foragidos.
Histórico criminal e defesa
De acordo com a polícia, Jaguar já havia sido condenado por sequestro e possui antecedentes ligados ao crime organizado. A defesa, por outro lado, alega que ele estava em processo de ressocialização. Os advogados afirmam que Rafael estava em liberdade condicional desde 2024, com residência fixa, carteira assinada e emprego em uma empresa terceirizada de Santos.
A defesa ainda alega que, no dia da execução, ele cumpriu expediente de trabalho até as 17h, buscou a filha na escola entre 17h30 e 17h45 e câmeras de monitoramento teriam registrado sua presença no local. As imagens, segundo os advogados, ainda serão anexadas ao processo.
Os advogados sustentam que Jaguar se entregou espontaneamente, após tomar conhecimento do mandado de prisão pela imprensa, para preservar sua vida e a segurança de sua família.