Ataque envolveu ao menos quatro pessoas; vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu às queimaduras
Lívia Gennari Publicado em 07/01/2026, às 15h36
Uma mulher grávida de 28 anos morreu após ser violentamente agredida e queimada viva em Itapevi, na Grande São Paulo. A vítima foi identificada como Kallyne Kely de Oliveira Silva. O ataque aconteceu na manhã da última segunda-feira (5), e a vítima foi localizada em estado grave na Avenida Leda Pantalena, no bairro Jardim Portela.
De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), Kallyne foi localizada com o corpo em chamas e sinais evidentes de agressão. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender a ocorrência. No local, testemunhas relataram que a mulher teria sido acusada de furtar um par de chinelos em um comércio da região, o que teria motivado o ataque.
Em estado crítico, Kallyne foi socorrida e levada ao Hospital Geral de Itapevi. Ela apresentava queimaduras em mais de 70% do corpo, além de marcas de espancamento. Apesar dos esforços da equipe médica, a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de terça-feira (6).
A Polícia Civil investiga o caso, inicialmente registrado como morte suspeita na Delegacia de Polícia de Itapevi. As apurações indicam que ao menos quatro pessoas participaram do linchamento, e alguns dos suspeitos já foram identificados, mas susas identidades não foram reveladas.
Abalada, a família cobra justiça e pede rigor na investigação. Em desabafo, a tia da jovem relatou que Kallyne trabalhava em uma loja de móveis da família, mas, após a morte da avó — responsável por sua criação —, passou a viver em situação de rua e desenvolveu dependência química.
Kallyne era mãe de duas meninas e estava grávida de três meses quando foi brutalmente atacada.