Manuseio inadequado desses artefatos pode resultar em acidentes graves, como queimaduras severas
Alanis Ribeiro Publicado em 30/12/2024, às 19h17
A Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) emitiu um alerta importante sobre os riscos associados ao uso de fogos de artifício, especialmente durante as festividades de final de ano. De acordo com especialistas, o manuseio inadequado desses artefatos pode resultar em acidentes graves, como queimaduras severas, traumas ósseos e até amputações.
O presidente da SBCM, Antônio Carlos da Costa, destacou a força das explosões e o calor intenso gerado pelos fogos de artifício, alertando que essa combinação pode causar fraturas nos dedos, mãos e punhos, além de lacerações profundas e danos nos tecidos. Em casos mais severos, o uso irresponsável pode levar a amputações e, em extremos, até à morte.
Para garantir a segurança ao manusear fogos de artifício, o Dr. Costa recomenda medidas preventivas rigorosas. Ele sugere que as pessoas evitem o contato direto com os artefatos e utilizem ferramentas apropriadas, como suportes ou disparadores. "Mesmo os fogos mais simples devem ser tratados com cautela", enfatiza.
Além disso, é fundamental manter uma distância segura entre os fogos e pessoas, especialmente crianças e animais. Após acender um artefato, nunca se deve se aproximar, já que há risco de explosões inesperadas.
Outra recomendação importante é adquirir fogos de artifício apenas em estabelecimentos autorizados e que possuam selo de segurança, garantindo que os produtos atendem aos padrões legais e são seguros para uso.
Dados recentes indicam um aumento preocupante no número de internações relacionadas a ferimentos provocados por fogos de artifício. Entre janeiro e setembro de 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 288 atendimentos hospitalares relacionados a esses acidentes, superando os 271 casos no mesmo período do ano anterior.
O número de atendimentos ambulatoriais por queimaduras causadas por fogos foi de 112 em 2024, comparado a 102 em 2023. Entre 2019 e 2022, o SUS contabilizou 1.548 internações relacionadas a ferimentos devido ao manuseio inadequado desses artefatos, o que reflete uma média alarmante de um caso por dia.