Maior concentração de casos está na região sudeste da capital, com 170 confirmações
William Oliveira Publicado em 06/11/2024, às 08h25
A cidade de São Paulo contabilizou 574 casos de mpox até o dia 31 de outubro deste ano, conforme o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde, divulgado na última terça-feira (5). Esse número representa um acréscimo de 41 casos em relação ao boletim anterior, quando a doença ainda era conhecida como varíola dos macacos.
Na última semana de outubro, os registros aumentaram de 533 para 574, marcando uma elevação de aproximadamente 7,7%. Esse crescimento é significativamente maior que o registrado na semana anterior, que foi de apenas 3,5%, com 18 novos casos confirmados.
Geograficamente, a maior concentração de casos está no sudeste da capital, com 170 confirmações, seguido pelas regiões central (165), norte (70), sul (63), oeste (59) e leste (45).
De acordo com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde, não foram registradas mortes por mpox na cidade neste ano. Desde maio de 2022, São Paulo contabiliza duas mortes e 3.609 casos confirmados da doença.
No estado de São Paulo como um todo, foram reportados 896 casos em 2024. Esse número é substancialmente menor do que os 4.129 casos registrados em 2022. Importante destacar que nenhuma nova variante da doença, como a Clado 1b detectada recentemente no Reino Unido e na Alemanha, foi identificada no Brasil.
Em resposta à situação internacional e ao aumento dos casos, o Ministério da Saúde e a Anvisa iniciaram uma campanha informativa em aeroportos e portos do país. Painéis educativos foram instalados para alertar sobre os sintomas e medidas preventivas contra a mpox.
O boletim nacional mais recente revela que o Brasil registrou 1.495 casos confirmados ou prováveis desde janeiro de 2024. Em contraste, o ano de 2023 teve o registro de 853 casos, enquanto em 2022 foram mais de 10 mil.
Em âmbito global, a OMS aprovou recentemente a vacina Jynneos da Bavarian Nordic para adolescentes entre 12 e 17 anos, ampliando a proteção anteriormente destinada apenas aos adultos. Essa medida visa facilitar o acesso em situações emergenciais e proteger grupos vulneráveis.
A OMS também autorizou o primeiro teste diagnóstico para mpox em uso emergencial. Essa decisão é vista como crucial para ampliar a capacidade diagnóstica em regiões afetadas por surtos da doença.
Por fim, as autoridades enfatizam as medidas preventivas: evitar contato direto com lesões cutâneas de infectados, manter higiene rigorosa das mãos e não compartilhar itens pessoais.