Jane Domdoca, mãe de cinco filhos e empreendedora, foi assassinada pelo ex-marido em frente à própria filha
Marina Milani Publicado em 26/11/2024, às 08h54
A empresária Gianeriny Santos Nascimento, de 42 anos, conhecida como Jane Domdoca, teve sua vida interrompida de forma brutal no último sábado (23), na Ladeira Porto Geral, região da 25 de Março, em São Paulo. Mãe de cinco filhos, avó e proprietária de uma rede de esmalterias com mais de 500 mil seguidores nas redes sociais, Jane foi morta a tiros pelo ex-marido, Denilson Bento, que foi preso em flagrante.
O crime, registrado por câmeras de segurança, aconteceu à luz do dia, em um dos locais mais movimentados da cidade. Jane estava acompanhada da filha e da neta quando foi abordada por Denilson. Após uma discussão acalorada, ele sacou uma arma e disparou três vezes contra a empresária.
Segundo a Polícia Militar, Jane foi atingida no abdômen, teve uma parada cardíaca a caminho do hospital e morreu na Santa Casa. Denilson foi contido por pessoas que estavam no local e encaminhado para a delegacia. Ele já tinha uma extensa ficha criminal e, de acordo com a polícia, possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Jane fundou a Dom Doca Esmalteria em 2019 e construiu uma marca sólida no mercado de beleza. A rede possui quatro unidades, incluindo a principal na 25 de Março, o maior polo comercial do Brasil. Além de empresária, Jane era uma influenciadora ativa nas redes sociais, onde compartilhava momentos da vida familiar e de suas viagens pelo mundo.
A tragédia gerou uma onda de comoção entre amigos, clientes e seguidores. A equipe da esmalteria divulgou uma nota de pesar, destacando a urgência de combater a violência contra a mulher:
"Infelizmente, Jane se tornou mais uma vítima da violência que assombra tantas mulheres em nosso país. Sua memória será uma inspiração para continuarmos lutando por justiça e respeito."
Apesar de ter um histórico conturbado com Denilson, Jane não possuía medidas protetivas contra ele. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), não há registros de crimes de violência doméstica em seu nome.
O caso reforça a importância de medidas preventivas e de apoio às vítimas. Dados recentes mostram que a cada seis horas, uma mulher é assassinada no Brasil, muitas vezes por parceiros ou ex-parceiros.