RESGATE

Repatriados da Faixa de Gaza chegam ao Brasil em meio a ofensiva brutal

Um grupo de 12 brasileiros, incluindo seis menores de idade, chegou na manhã desta quinta-feira (22) ao Aeroporto Internacional de Guarulhos

Operação já resgatou mais de 1,5 mil pessoas desde o início da guerra na região - Imagem: Divulgação / FAB

William Oliveira Publicado em 22/05/2025, às 08h46

Na manhã desta quinta-feira (22), um grupo de brasileiros que estava na Faixa de Gaza — epicentro do conflito entre Israel e Palestina — desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Ao todo, 12 cidadãos foram repatriados, sendo seis deles menores de idade.

A operação faz parte de um esforço maior do governo brasileiro, que já resgatou mais de 1,5 mil pessoas desde o início da guerra na região. A ação foi coordenada pelas embaixadas do Brasil em Israel e na Jordânia, que atuaram junto às autoridades locais para viabilizar a evacuação em segurança.

Na quarta-feira (21), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) divulgou que uma equipe especializada estaria no aeroporto para receber os repatriados. O grupo é responsável por oferecer apoio imediato, promover o reencontro com familiares e, quando necessário, encaminhar os cidadãos para a rede de acolhimento socioassistencial.

As ações do MDS ocorrem em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e com as secretarias estaduais e municipais das cidades de origem dos repatriados.

A chegada dos brasileiros coincide com a intensificação da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, conforme anunciado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A ação visa, segundo o governo israelense, resgatar reféns mantidos pelo Hamas e conquistar controle total do território.

Desde o início do conflito, em 7 de outubro de 2023, o Ministério da Saúde de Gaza já contabiliza mais de 53 mil mortos e cerca de 122 mil feridos. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que as crianças têm sido as maiores vítimas da violência, destacando que “não há lugar seguro na Faixa de Gaza”.

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