Caso Rope Jump

Quatro acusados viram réus por morte de jovem em salto de rope jump no interior de São Paulo

Justiça aceita denúncia do Ministério Público, mantém prisões preventivas e aponta falhas de segurança na atividade que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas

Caso do rope jump avança e quatro investigados viram réus - Imagem: Reprodução/Polícia Civil/Redes Sociais

Julio Cezar Souza Publicado em 16/07/2026, às 10h36

A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo e tornou réus quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. A jovem morreu em 13 de junho após ser lançada do viaduto sem estar conectada ao equipamento de segurança.

Passam a responder formalmente ao processo criminal os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, além da organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves.

Na mesma decisão, a Justiça converteu a prisão temporária de Evelyne em prisão preventiva. Os três instrutores já permaneciam presos preventivamente. O Judiciário também determinou o arquivamento das acusações contra Kauê Felipe Silva Silveira, Luís Gustavo de Oliveira, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, após a investigação concluir que eles não tiveram participação direta na falha que provocou o acidente.

Os quatro réus foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado com dolo eventual e fraude processual. De acordo com o Ministério Público, os instrutores responderão por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Já a organizadora foi denunciada por homicídio qualificado por omissão imprópria, além de fraude processual.

Segundo a promotoria, os responsáveis tinham conhecimento dos riscos inerentes à atividade, mas deixaram de adotar medidas básicas de segurança, como a conferência da conexão da corda e a realização da dupla checagem dos equipamentos antes do salto.

A denúncia também sustenta que a operação do evento ocorria sem uma definição clara das funções de cada integrante da equipe e que a atividade era explorada comercialmente sem cumprir todas as exigências legais. Para o Ministério Público, a organização priorizava interesses financeiros e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Com o recebimento da denúncia, o processo entra na fase de instrução, quando serão colhidos depoimentos, analisadas provas e ouvidas testemunhas antes do julgamento.

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