Professor é espancado em estação da Linha 5-Lilás e diz ter sido alvo de homofobia

Vítima afirma que foi insultada com ofensas homofóbicas e ficou com fratura, perfuração no tímpano e ferimentos pelo corpo

Vítima relata que sofreu uma sequência de agressões e precisou de atendimento médico após o ataque - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 14/07/2026, às 19h00

Um professor de 29 anos afirmou ter sido vítima de um ataque motivado por homofobia na manhã do último sábado (11), em uma estação da Linha 5-Lilás do metrô, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o relato da vítima, o agressor era um passageiro desconhecido que iniciou as agressões após acusá-lo, sem motivo, de filmá-lo dentro do trem. O caso foi registrado na polícia e é investigado.

Em entrevista ao G1, Ricardo Akira Matsufuji contou que seguia para o trabalho quando percebeu um chute na perna ainda dentro do vagão. De acordo com ele, o homem não manteve qualquer contato antes do episódio e permaneceu em silêncio até a chegada à estação onde o professor desembarcaria. Assim que as portas se abriram, Ricardo afirma ter sido empurrado ao chão e, em seguida, passou a ser espancado.

Conforme o professor, o suspeito desferiu diversos socos, bateu sua cabeça contra o piso e o lançou repetidamente contra a parede da plataforma. Durante a agressão, o homem também teria feito ofensas de cunho homofóbico e insistido na acusação de que estava sendo filmado.

A vítima conseguiu escapar ao correr em direção à escada rolante da estação, momento em que recebeu auxílio de outras pessoas. Segundo o professor, os agentes de segurança da concessionária responsável pela Linha 5-Lilás chegaram apenas após o fim das agressões e conduziram vítima e suspeito para ambientes separados antes de acionarem a Polícia Militar.

Os dois foram encaminhados inicialmente para a UPA Vila Mariana e, posteriormente, ao 27º Distrito Policial, onde a ocorrência foi registrada. Ricardo afirma que o agressor foi liberado após o registro do boletim de ocorrência. Ele também relata que precisou insistir para que a motivação homofóbica fosse mencionada no documento e criticou a forma como o caso foi classificado.

Em consequência das agressões, o professor sofreu cortes e hematomas no rosto e na cabeça, além de perfuração no tímpano e uma fratura. 

Em nota, a Motiva, concessionária responsável pela operação da Linha 5-Lilás, lamentou o ocorrido e declarou repudiar "de forma veemente qualquer ato de violência, discriminação ou intolerância". A empresa informou que prestou atendimento à vítima e colaborou com os procedimentos adotados pelas autoridades.

*Com informações de G1 São Paulo

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