Fraude envolvendo gasolina e etanol pode danificar motores e aumentar o consumo; entenda os sinais que indicam adulteração e proteja seu veículo
Lívia Gennari Publicado em 01/09/2025, às 10h50
A Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Polícia Federal e Receita Federal, revelou um esquema de fraude envolvendo postos de combustíveis e empresas do setor, ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação levantou dúvidas entre os consumidores sobre a qualidade da gasolina e do etanol comercializados nos postos.
De acordo com as autoridades, a fraude incluía a importação irregular de metanol pelo Porto de Paranaguá (PR), que era desviado de empresas de química e biodiesel para postos de combustíveis. Nos estabelecimentos, o produto era misturado à gasolina, resultando em combustíveis fora das especificações técnicas exigidas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Além de comprometer a qualidade do combustível, o esquema prejudicava financeiramente os consumidores, que recebiam menos combustível do que pagavam. Entre 2020 e 2024, cerca de 1.000 postos vinculados à facção movimentaram R$ 52 bilhões, de acordo com a Receita Federal. A investigação abrange toda a cadeia produtiva: desde a importação e produção até a distribuição e comercialização, incluindo a ocultação de patrimônio via fintechs e fundos de investimento.
Entre os alvos da operação estão as instituições financeiras BK e Banrow, as usinas sucroalcooleiras Itajobi e Carolo, a rede de postos Boxter e a distribuidora Rede Sol Fuel. Segundo as autoridades, o esquema aumentava os lucros da facção por meio de sonegação fiscal e adulteração de produtos, prejudicando consumidores e a sociedade.
Como identificar se seu veículo foi abastecido com combustível adulterado?
Dicas para se proteger
A Operação Carbono Oculto continua em andamento, e as autoridades alertam para que consumidores fiquem atentos a sinais de adulteração e sempre priorizem estabelecimentos confiáveis.