Uma operação da Polícia Militar libertou 72 cães mantidos em condições insalubres dentro de uma casa em Arujá, na Grande São Paulo, na última quinta-feira (27)
William Oliveira Publicado em 28/11/2025, às 11h11
Na última quinta-feira (27), a Polícia Militar (PM) realizou uma operação de resgate que resultou na libertação de 72 cães mantidos em condições deploráveis em uma residência de Arujá, na região metropolitana de São Paulo.
O imóvel, que contava com apenas três cômodos, não oferecia espaço adequado para abrigar a quantidade excessiva de animais. Durante a ação, os agentes encontraram o local tomado por mau cheiro e acúmulo de fezes, além da falta de alimentação apropriada. Um dos cães foi encontrado convulsionando dentro de uma banheira, enquanto outros apresentavam sinais de doenças e desnutrição.
A intervenção foi motivada por denúncias encaminhadas a uma equipe especializada em proteção animal. A equipe, acompanhada por um veterinário, acionou a polícia após constatar as condições alarmantes. O profissional relatou a presença de várias fêmeas em estado reprodutivo, indicando a possível operação de um canil clandestino sem licença.
Durante a inspeção, os policiais também encontraram um contrato de compra e venda de cães e uma tartaruga mantida em ambiente inadequado.
Um dos responsáveis pelo imóvel compareceu ao local, negou as acusações de maus-tratos e desrespeitou a autoridade policial, o que resultou em sua prisão. Ele e uma outra moradora foram levados à Delegacia de Arujá, onde permanecem à disposição da Justiça.
O caso foi registrado oficialmente como abuso animal e desacato à autoridade, e a perícia foi acionada para investigar a situação.