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MP-SP investiga adulteração de bebidas com metanol em SP após mortes e intoxicações

Casos de intoxicação por metanol em São Paulo aumentam, com 25 suspeitas e 7 confirmações de intoxicações efetivas

Casos de intoxicação por metanol em São Paulo aumentam, com 25 suspeitas e 7 confirmações de intoxicações efetivas - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 01/10/2025, às 18h41

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) anunciou que está monitorando as investigações conduzidas pela Polícia Civil a respeito da adulteração de bebidas alcoólicas com metanol no estado. Essa prática criminosa representa um sério risco à saúde pública.

Em uma nota divulgada nesta quarta-feira (1), o MP-SP afirmou: "Estamos acompanhando as investigações para identificar os responsáveis pela adulteração de bebidas, uma atividade que coloca em perigo a saúde da população".

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou uma fatalidade decorrente do consumo de uma bebida adulterada com metanol. Além deste caso, foram reportadas mais quatro mortes relacionadas ao metanol, embora a Secretaria ainda esteja averiguando se essas ocorrências estão vinculadas ao consumo de bebidas alcoólicas ou a outras fontes.

Conforme os dados apresentados pela Secretaria, o número de casos suspeitos de intoxicação por metanol em São Paulo aumentou para 25. Destes, 18 permanecem sob investigação e 7 já foram confirmados como intoxicações efetivas por metanol.

Medidas Judiciais Contra os Suspeitos

De acordo com informações do Ministério Público, no dia 24 de setembro, a Justiça acatou o pedido do promotor Bruno Marques e convertou em prisão preventiva as detenções de 12 homens e 9 mulheres envolvidas em um esquema de adulteração de bebidas alcoólicas na cidade de Ferraz de Vasconcelos.

A decisão judicial considerou a gravidade das ações dos acusados, que supostamente operavam em um grupo organizado com divisão clara de tarefas para falsificar bebidas em grande escala, simulando produtos de marcas reconhecidas e respeitáveis no mercado. O intuito era ludibriar os consumidores e gerar lucros ilícitos, comprometendo tanto a saúde pública quanto a integridade das relações comerciais.

No dia anterior, 23 de setembro, as autoridades realizaram uma apreensão significativa em um galpão que continha uma vasta quantidade de materiais relacionados à adulteração. Foram encontradas garrafas de cervejas, rótulos e tampas de uma marca conhecida nacionalmente, além de centenas de caixas com vasilhames vazios e cheios, incluindo garrafas já rotuladas e outras com rótulos originais ainda intactos.

Segundo o MP-SP, "o local também abrigava equipamentos usados para a adulteração e manuseio das bebidas, como prensas manuais, empilhadeiras, barris de chope vazios, cilindros de gás e barricas com cola". As pessoas detidas estavam ativamente envolvidas no processo ilegal de adulteração.

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