Um esquema ilegal de venda de sangue de gatos foi descoberto em Monte Alto, interior de São Paulo
William Oliveira Publicado em 07/10/2025, às 13h09
Em Monte Alto, interior de São Paulo, três pessoas foram detidas sob suspeita de participação em um esquema ilícito envolvendo a venda de sangue de gatos. Segundo denúncia recebida pela prefeitura local, o grupo oferecia R$ 50 por animal.
O alerta surgiu após uma publicação em redes sociais que anunciava a proposta financeira para coleta do sangue felino. A mensagem dizia:
"Meus queridos irmãos e irmãs, vocês que têm gatos, tem alguém que paga ‘pra’ tirar sangue. ‘Vcs’ estão ‘emteresado’ de ganhar dinheiro só me avisar".
A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente abriu investigação imediata. A autora da postagem afirmou estar vinculada a uma clínica veterinária em São José do Rio Preto, alegando que o sangue seria usado em transfusões. Uma equipe formada pela Guarda Municipal, uma veterinária da prefeitura e agentes da Polícia Científica foi ao endereço citado.
No local, foram encontrados três indivíduos com luvas e vestimentas típicas de profissionais veterinários, além da proprietária da residência e de uma mulher apontada como intermediária com a clínica.
Durante a inspeção, a veterinária constatou condições preocupantes: gatos anestesiados com doses excessivas de medicamentos sem controle de peso, ausência de balança e equipamentos adequados, e falta de um veterinário responsável. Um dos felinos acordou e tentou fugir, demonstrando desorientação e fraqueza.
Um dos suspeitos disse ser estudante de medicina veterinária; os outros dois se apresentaram como auxiliares. Foi apurado que o estudante recebia R$ 300 pelo procedimento, enquanto os auxiliares ganhavam R$ 100 cada.
A proprietária afirmou ter cedido o espaço “para ajudar os animais”, enquanto a responsável pela postagem alegou desconhecer a ilegalidade da prática. Com base nas evidências, a polícia prendeu o estudante de veterinária, a dona do imóvel e a intermediária. Após audiência de custódia, apenas o estudante permaneceu detido preventivamente, conforme comunicado pela administração municipal.