Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os policiais presentes nas imagens são membros da Corregedoria da Polícia Militar
William Oliveira Publicado em 06/12/2024, às 08h00
Imagens capturadas recentemente mostram um grupo de indivíduos armados circulando e abordando transeuntes na Rua Comendador Artur Capodaglio, situada em Americanópolis, na zona sul de São Paulo. Muitos temem que a presença dos homens possa estar ligada ao caso de Marcelo, que foi lançado de uma ponte sobre o Córrego do Cordeiro, na Cidade Ademar, por Luan Felipe Alves Pereira, soldado da Polícia Militar atualmente detido.
As filmagens, realizadas entre 0h39 e 1h23, geraram apreensão entre os moradores da região. Em resposta aos questionamentos feitos na quinta-feira (5), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) esclareceu que os policiais presentes nas imagens são membros da Corregedoria da corporação. Eles estão conduzindo as investigações relativas ao incidente ocorrido na segunda-feira anterior (2), na Cidade Ademar.
Confira:
🚨 Grupo armado visitou de madrugada rua de homem jogado de ponte
— Metrópoles (@Metropoles) December 5, 2024
Homens armados, em carro descaracterizado, circularam pela rua onde morou jovem jogado de ponte mostrando foto e buscando por ele
Leia: https://t.co/dspoLP36V4 pic.twitter.com/xNte4Dp55h
A reportagem buscou entender se as ações realizadas durante a madrugada seguem os protocolos oficiais e como a população pode reconhecer policiais em missão. Além disso, questionou-se quais medidas a SSP pretende adotar para assegurar a tranquilidade dos residentes de Americanópolis diante da circulação de homens armados no período noturno.
Conforme a SSP, os agentes da Corregedoria operam sem uniformes oficiais, mas seguem "procedimentos legais adequados para identificação", embora detalhes específicos não tenham sido divulgados. A nota destaca que os policiais têm a prerrogativa de ir ao local dos fatos para coletar informações essenciais à investigação.
Americanópolis está situada próxima à Cidade Ademar, onde ocorreu o lançamento do rapaz da ponte. O bairro é caracterizado por suas ruas estreitas e ladeiras íngremes, com residências simples construídas em proximidade.
De acordo com familiares e amigos, Marcelo não reside mais na rua há alguns anos. Ele se mudou diversas vezes em busca de aluguéis mais acessíveis e atualmente mora em outro endereço. Relatos indicam que ele teria deixado São Paulo na terça-feira (3), deslocando-se para o interior do estado devido à atenção gerada pelo caso.