Quedas de árvores, deslizamentos e alagamentos lideram registros e preocupam moradores em diferentes regiões
Erika Osti Publicado em 14/01/2026, às 15h07
Segundo dados da Defesa Civil Municipal, houve um aumento de 26% nas ocorrências registradas em janeiro de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. Os principais chamados envolvem quedas de árvores, deslizamentos de terra e alagamentos em diversas regiões da capital.
A cidade de São Paulo enfrenta um início de ano marcado por transtornos provocados pelas chuvas. O levantamento mostra que os episódios se multiplicaram em bairros da zona norte, sul e leste, onde a combinação de solo encharcado e infraestrutura precária intensificou os problemas. Em alguns casos, famílias precisaram deixar suas casas por risco de desmoronamento.
Os números consolidados de 2025 ajudam a dimensionar a situação. Ao todo, foram 5.993 ocorrências registradas ao longo do ano, contra 4.736 em 2024. A grande maioria foi motivada por quedas de árvores, que somaram 5.030 registros, o equivalente a 83% do total. Além disso, houve 387 inundações, 281 alagamentos e 300 deslizamentos de terra.
As quedas de árvores foram responsáveis por parte significativa dos atendimentos, bloqueando ruas e atingindo veículos. Em apenas três dias, entre 10 e 12 de dezembro, período marcado por chuvas intensas e ventos fortes, ocorreram quase 10% de todas as quedas registradas no ano. Os deslizamentos também chamaram atenção, especialmente em áreas de encosta e comunidades vulneráveis. Já os alagamentos voltaram a causar prejuízos em vias movimentadas e residências, reforçando a preocupação com a drenagem urbana.
A Defesa Civil informou que equipes estão mobilizadas para atender emergências e orientar moradores em áreas de risco. Além disso, foram intensificadas ações preventivas, como vistorias em pontos críticos e monitoramento constante das condições climáticas.
O aumento das ocorrências reflete a intensidade das chuvas que atingiram a capital nos primeiros dias de janeiro. Especialistas alertam que o cenário pode se repetir nos próximos meses, já que o verão é tradicionalmente marcado por temporais. A recomendação é que moradores em áreas vulneráveis fiquem atentos aos comunicados oficiais e busquem abrigo seguro em caso de risco.