JUSTIÇA

Caso Vinicius Gritzbach: policiais envolvidos em escolta ganham liberdade

A decisão da Justiça Militar ocorre em meio a um caso que envolve 18 policiais, com acusações de organização criminosa e homicídio

Vinícius Gritzbach, delator do PCC, foi executado em 8 de agosto no Aeroporto de Guarulhos - Imagem: Reprodução / Record TV

William Oliveira Publicado em 11/09/2025, às 08h33

A Justiça Militar decidiu, nesta quarta-feira (10), acolher pedidos das defesas e determinar a soltura de três dos quinze policiais militares julgados por participação na escolta ilegal de Vinicius Gritzbach, conhecido como delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Foram liberados os soldados Julio Cesar Scalett Barbini e Abraão Pereira Santana, além do primeiro-tenente Thiago Maschion Angelim da Silva.

Em maio, 18 policiais militares foram formalmente acusados no caso. Destes, 15 respondem na Justiça Militar por envolvimento na segurança privada do delator, enquanto três enfrentam acusações na Justiça Comum pelo homicídio dele.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público à 1ª Auditoria da Justiça Militar inclui crimes como falsidade ideológica, promoção e integração em organização criminosa armada e organização para a prática de violência armada. Confira as acusações:

Acusados na Justiça Militar:

  1. Abraão Pereira Santana (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  2. Adolfo Oliveira Chagas (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  3. Alef de Oliveira Moura (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  4. Erick Brian Galioni (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  5. Giovanni de Oliveira (tenente) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  6. Jefferson Silva Marques de Souza (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  7. Julio Cesar Scalett Barbini (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  8. Leandro Ortiz (cabo) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  9. Leonardo Cherry de Souza (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  10. Nathan Botelho Roberto (cabo) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  11. Romarks César Ferreira Lima (cabo) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  12. Samuel Tillvitz da Luz (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  13. Talles Rodrigues Ribeiro (soldado) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada
  14. Thiago Maschion Angelim da Silva (tenente) — acusado de falsidade ideológica e promover e integrar organização criminosa armada
  15. Wagner de Lima Compri Eicardi (cabo) — acusado de promover e integrar organização criminosa armada

Acusados na Justiça Comum:

  1. Denis Antônio Martins (cabo) — acusado de organização para a prática de violência armada e homicídio de Vinicius Gritzbach e Celso Novais
  2. Fernando Genauro da Silva (tenente) — acusado de organização para a prática de violência armada e de conduzir veículo no homicídio
  3. Ruan Silva Rodrigues (soldado) — acusado de organização para a prática de violência armada e de disparar tiros no homicídio

A Procuradoria da Justiça Militar já se manifestou contra a revogação das prisões preventivas de Adolfo Chagas, Alef Moura, Erick Galioni e Talles Ribeiro.

No caso julgado na Justiça Comum, o homicídio de Vinicius Gritzbach e do motorista Celso Novais, ocorrido em novembro de 2024, segue com forte repercussão. Segundo a denúncia, Denis Martins e Ruan Rodrigues efetuaram os disparos com fuzil, enquanto Fernando Genauro dirigiu o veículo até o local da execução.

Cenas gravadas em vídeo revelam múltiplos ângulos da execução ocorrida no Aeroporto de Guarulhos.

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