Pichação e investigação

Casa de tio de Suzane von Richthofen é alvo de pichação após morte suspeita em São Paulo

A Polícia Militar investiga a morte suspeita de Miguel Abdalla, sem sinais de violência, enquanto a pichação gera especulações

A residência do médico Miguel Abdalla foi pichada com a frase 'Será que foi a Suzane?' após sua morte na zona sul de São Paulo - Imagem: Reprodução / Jornal Correio / Redes Sociais

Letícia Sales Publicado em 12/01/2026, às 14h11

A residência onde o médico Miguel Abdalla, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto na zona sul de São Paulo amanheceu pichada no fim de semana com a frase “Será que foi a Suzane?”. O imóvel fica na Rua Baronesa de Bela Vista, no bairro Vila Congonhas. A pichação foi apagada na manhã desta segunda-feira (12) por um profissional contratado, que preferiu não se manifestar.

Abdalla foi encontrado sem vida na sexta-feira (9), dentro da própria casa. A Polícia Militar foi acionada após um vizinho estranhar a ausência do médico por cerca de dois dias e usar uma escada para observar o interior do imóvel por cima do muro. Ao constatar a presença do corpo, o morador chamou as autoridades.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os policiais encontraram a vítima já sem sinais vitais e não identificaram indícios de violência ou arrombamento. O caso foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial, no Campo Belo, que solicitou perícia no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, onde passará por exame necroscópico para confirmação da causa da morte. A Polícia Militar informou, inicialmente, que a suspeita é de morte natural.

Miguel Abdalla teve papel central após o assassinato de Marísia e Manfred Richthofen, em 2002. Ele foi tutor de Andreas, irmão de Suzane, e atuou como inventariante dos bens do casal. Em 2005, quando Andreas completou 18 anos, assumiu a função após Suzane pedir o afastamento do tio, sob a alegação de irregularidades na administração do espólio.

No ano seguinte, Abdalla recorreu à Justiça afirmando que Suzane teria sido vista circulando nas proximidades da casa onde ele morava com a mãe e o sobrinho. A informação motivou, à época, um pedido de prisão preventiva por parte do Ministério Público de São Paulo.

Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, crime cometido com a participação dos irmãos Cravinhos. Desde janeiro de 2023, ela cumpre pena em regime aberto.

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