Com mais de 1,3 milhão de postagens analisadas, o pico de engajamento ocorreu com 150 mil menções em poucas horas
Redação Publicado em 19/07/2025, às 14h29
A operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que impôs o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, gerou intensa polarização nas redes sociais. Monitoramento da Quaest revelou que 59% das menções apoiam a ação, enquanto 41% defendem o ex-mandatário e criticam a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O levantamento analisou mais de 1,3 milhão de postagens em redes sociais e sites de notícias até as 17h de sexta-feira (18). O pico de engajamento ocorreu por volta das 10h, com mais de 150 mil menções em poucas horas.
Entre os apoiadores de Bolsonaro, termos como “censura” e “ditadura” apareceram em 10% das postagens. Já em grupos públicos de mensagens de direita, as críticas ao STF e a Moraes representaram 32 mil a cada 100 mil mensagens. Outras discussões envolviam o monitoramento eletrônico (12 mil) e críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (4 mil a cada 100 mil).
Na sexta, Moraes autorizou buscas e apreensões em endereços ligados a Bolsonaro, onde foram recolhidos um celular, um pen drive e cerca de US$ 14 mil. Além disso, o ex-presidente foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e cumprir recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, sob a justificativa de risco de fuga. Bolsonaro, que é réu em processo sobre um suposto plano de golpe de Estado e investigado com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), negou tentativa de deixar o país e classificou as medidas como “suprema humilhação”.