Tecnologia militar na guerra

Zelensky diz que 11 países pediram ajuda da Ucrânia para combater drones iranianos

Segundo presidente ucraniano, nações da Europa, do Oriente Médio e até os Estados Unidos buscam experiência de Kiev em defesa aérea e guerra eletrônica.

Drone Shahed-136, de origem iraniana, exibido em Kiev; modelo é utilizado em conflitos recentes e preocupa países do Oriente Médio. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 09/03/2026, às 10h48

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (9) que 11 países procuraram o governo ucraniano em busca de ajuda para combater drones iranianos utilizados em ataques no Oriente Médio. Segundo ele, as solicitações vieram de nações da Europa, países do Oriente Médio e também dos Estados Unidos.

De acordo com Zelensky, os pedidos estão ligados à experiência adquirida pela Ucrânia nos últimos anos ao lidar com ataques constantes de drones durante a guerra contra a Rússia.

“Até o momento recebemos 11 pedidos de países vizinhos do Irã, de Estados europeus e dos Estados Unidos. Há um claro interesse na experiência da Ucrânia em proteger vidas, em interceptadores relevantes, sistemas de guerra eletrônica e treinamento”, afirmou o presidente ucraniano.

Segundo o líder de Kiev, parte dessas solicitações já recebeu respostas práticas e apoio técnico, incluindo cooperação em sistemas de defesa aérea e treinamento especializado.

Nos últimos anos, a Ucrânia desenvolveu estratégias e tecnologias para interceptar drones, após enfrentar ataques frequentes de equipamentos utilizados pelas forças russas, muitos deles baseados em tecnologia iraniana.

Entre os modelos utilizados está o Shahed-136, drone de baixo custo conhecido por realizar ataques de impacto direto, que se tornou uma das principais armas empregadas em conflitos recentes.

A guerra no Oriente Médio, que já dura cerca de dez dias, envolve confrontos entre Estados Unidos, Israel e Irã e tem provocado uma escalada militar na região.

Ataques retaliatórios iranianos têm atingido bases e alvos ligados a aliados de Washington, levando diversos países a ativar sistemas de defesa aérea. Episódios recentes ocorreram em Turquia, Chipre e países do Golfo Pérsico, onde projéteis e drones foram interceptados.

Especialistas apontam que o conhecimento adquirido pela Ucrânia no combate a drones pode se tornar um referencial internacional para sistemas de defesa contra esse tipo de arma, cada vez mais presente em guerras modernas.

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