Coreia do Sul

Yoon Suk Yeol é acusado "liderar insurreição" após lei marcial

A medida, que substituiu a legislação civil por normas militares, ampliou os poderes do Executivo, fechou o Parlamento e restringiu direitos civis essenciais

Yoon Suk Yeol é acusado "liderar insurreição" após lei marcial - Imagem: Reprodução / X / @WashTimes

William Oliveira Publicado em 26/01/2025, às 19h35

O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, tornou-se o primeiro mandatário na história da Coreia do Sul a ser formalmente indiciado por "liderar uma insurreição" enquanto ainda ocupa seu cargo. A acusação foi anunciada neste domingo (26), em meio a uma grave crise política no país.

Desde a imposição controversa da lei marcial em 3 de dezembro de 2024, Yoon enfrenta uma série de desafios legais e políticos. A medida, que substitui a legislação civil por normas militares, ampliou significativamente os poderes do Executivo, fechou o Parlamento e restringiu direitos civis fundamentais.

Após a declaração da lei marcial, o Congresso sul-coreano iniciou um processo de impeachment contra Yoon, que culminou em uma votação no dia 14 de dezembro. Em decorrência das ações controversas do presidente, ele foi preso em 15 de janeiro e permanece detido sob custódia policial por um período inicial de 48 horas.

A prisão de Yoon ocorreu após uma operação envolvendo cerca de 3.000 agentes das forças de segurança, que buscavam sua captura desde a implementação da lei marcial. Vale destacar que uma tentativa anterior de prisão em janeiro precisou ser abortada devido a conflitos com a equipe de segurança do presidente.

Os promotores alegam que Yoon cometeu atos de insurreição ao proibir atividades políticas e ordenar ações violentas contra membros do Legislativo, como a destruição das portas da Assembleia. Durante seu interrogatório, o presidente negou as acusações, sustentando que sua intenção nunca foi desmantelar o Parlamento ou reprimir opositores políticos.

"As tropas estavam lá para manter a ordem", afirmou Yoon em sua defesa.

Na quinta-feira anterior ao indiciamento, o Escritório de Investigação de Corrupção entregou aos promotores os resultados das investigações relacionadas ao caso. O indiciamento seguiu uma decisão judicial que determinou que Yoon deveria ser formalmente acusado rapidamente ou liberado, uma vez que as investigações já haviam sido concluídas.

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