O incêndio, considerado o pior em quase 80 anos, começou em andaimes de bambu e se espalhou rapidamente por materiais inflamáveis; desastre começou na quarta-feira (26)
William Oliveira Publicado em 30/11/2025, às 10h10
O número de mortos no devastador incêndio que atingiu o complexo de apartamentos Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, em Hong Kong, subiu para 146 neste domingo (30), enquanto equipes da polícia continuam a busca minuciosa nos prédios destruídos. A tragédia, considerada o pior incêndio na cidade em quase 80 anos, deixou ainda 79 pessoas feridas e cerca de 100 desaparecidas.
O desastre começou na quarta-feira (26) e só foi totalmente extinto na sexta-feira (28), transformando sete dos oito blocos de 31 andares do complexo em ruínas carbonizadas. Um memorial improvisado no local recebe constantemente moradores e visitantes que depositam flores e bilhetes em homenagem às vítimas.
A polícia de Hong Kong confirmou a descoberta de novos corpos em apartamentos e telhados. O oficial Cheng Ka-chun, da Unidade de Identificação de Vítimas de Desastres, afirmou que a busca é lenta devido à escuridão e aos danos estruturais, embora os edifícios ainda estejam sólidos.
Paralelamente, o inquérito sobre as causas do incêndio e sua rápida propagação levou à prisão de 11 pessoas, sob suspeita de negligência em reformas. Três diretores e um consultor de engenharia de uma construtora foram inicialmente acusados de homicídio culposo. Outros oito suspeitos — incluindo subempreiteiros de andaimes, diretores de consultoria e gerentes de projetos de reforma — foram detidos por autoridades anticorrupção.
As investigações também analisam possíveis casos de violação de normas de segurança e corrupção.
As apurações preliminares indicam que o incêndio começou na rede de andaimes de bambu no nível inferior de um dos prédios. A propagação rápida foi agravada pelo uso de placas de poliestireno (espuma), altamente inflamáveis, instaladas para bloquear janelas durante as obras. Ventos fortes permitiram que as chamas se espalhassem rapidamente entre os prédios.
Autoridades constataram ainda que alguns alarmes de incêndio não dispararam durante os testes, prejudicando a evacuação, especialmente de moradores idosos. Em resposta à tragédia, o governo de Hong Kong suspendeu imediatamente as obras em 28 projetos da empreiteira Prestige Construction & Engineering Company para auditorias de segurança.
Entre as vítimas fatais e desaparecidas, há trabalhadores migrantes da Indonésia e das Filipinas. Em Pequim, o Ministério de Gestão de Emergências anunciou uma inspeção nacional em prédios altos, visando identificar riscos relacionados a materiais de construção e sistemas de alarme e hidrantes.
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— chập cận 平澤 (@sip_kinpeng) November 30, 2025
Hong kong tai po ưah fu ý ta tây le ve la 5 fyire: at le hắt 146 chi chín toàn, 79 chi ịnured; poise a liệt three engineering staff on súpicion ò mánlaughter pic.twitter.com/ASUYnmxdrv