VÍDEO: Forças Armadas da Venezuela convoca "guerra de libertação" após ataque dos EUA e captura de Maduro

Vice-presidente Delcy Rodríguez exige prova de vida de Maduro e responsabiliza EUA por mortes

- Imagem: Reprodução | Frame Vladimir Padrino L. / X

Marina Milani Publicado em 03/01/2026, às 07h59

O governo da Venezuela elevou o nível de alerta militar neste sábado (3) após os Estados Unidos realizarem bombardeios contra alvos em diferentes regiões do país e capturarem o presidente Nicolás Maduro. A confirmação foi feita pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, que anunciou a ativação de todas as capacidades militares para a defesa do território venezuelano.

Em pronunciamento oficial, Padrino López condenou a ofensiva norte-americana, descrevendo-a como uma “agressão militar criminosa” e afirmou que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) estão mobilizadas em resposta ao ataque. Segundo o ministro, os bombardeios atingiram instalações estratégicas e áreas urbanas, incluindo o complexo militar de Forte Tiuna, em Caracas, além de localidades nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

De acordo com o governo venezuelano, a ofensiva ocorreu durante a madrugada e envolveu o disparo de mísseis e foguetes a partir de helicópteros de combate dos Estados Unidos. As autoridades informaram que ainda estão levantando dados sobre mortos e feridos, mas indicaram a existência de vítimas civis em áreas residenciais atingidas pelos ataques.

“Trata-se da maior afronta já sofrida pela República Bolivariana da Venezuela”, afirmou Padrino López, ao anunciar o decreto de estado de comoção externa em todo o território nacional, com base na Constituição e na legislação de segurança do país.

Com a medida, as FANB entraram em estado de prontidão operacional máxima, com a mobilização de meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis. O governo também anunciou uma articulação entre forças militares, policiais e organizações civis, em uma estratégia definida como “fusão popular-militar-policial” para garantir a defesa integral do país.

O ministro rejeitou a justificativa apresentada por Washington de que a ação estaria ligada ao combate ao narcotráfico. Segundo ele, a ofensiva atende a interesses estratégicos e representa uma tentativa direta de mudança de regime. Padrino López também fez um apelo à comunidade internacional e a organismos multilaterais para que condenem o ataque, que classificou como violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.

 

Enquanto isso, o paradeiro de Nicolás Maduro permanece desconhecido. O governo venezuelano declarou emergência nacional, e a vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu a apresentação imediata de prova de vida do presidente e da primeira-dama. Ela responsabilizou os Estados Unidos por mortes de civis e militares durante a operação.

A crise aprofunda ainda mais a tensão entre Caracas e Washington, que já vinha se intensificando nos últimos meses em meio a sanções econômicas, acusações envolvendo tráfico de drogas e o aumento da presença militar norte-americana no Caribe e na América Latina.

Vizinhos

Nas redes sociais, a repercussão internacional do episódio ganhou contornos distintos. No Brasil, usuários passaram a compartilhar memes e conteúdos satíricos sobre a ofensiva e a reação do governo venezuelano, frequentemente banalizando a atuação das Forças Armadas da Venezuela. As publicações circularam sobretudo em plataformas como X (antigo Twitter) e Instagram com comparações irônicas e comentários que minimizam o poder militar do país vizinho.

Imagens do exército venezuelano pronto para pegar os americanos.. pic.twitter.com/P8xhBhk22d

— 🇧🇷 ENFIA O L NO SEU KÚ 🇧🇷 (@Gardenalpequen3) January 3, 2026

 

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