Inicialmente, 1.500 militares foram designados para a operação, mas esse número pode chegar a 10 mil nas próximas semanas
William Oliveira Publicado em 23/01/2025, às 12h25
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou, na última quarta-feira (22), o envio de tropas para a fronteira com o México, como parte de uma estratégia ampliada para controlar a imigração ilegal. Inicialmente, 1.500 militares foram designados para a operação, mas esse número pode chegar a 10 mil nas próximas semanas.
Essa movimentação é uma das principais promessas da campanha presidencial de Donald Trump, que tem se comprometido a reforçar a segurança nas fronteiras.
"Vamos parar essas invasões nas nossas fronteiras. Todas essas pessoas que entraram ilegalmente estarão, de uma forma ou de outra, voltando para casa", afirmou Trump, em discurso antes da posse.
Os militares destacados inicialmente terão a responsabilidade de instalar barreiras físicas e realizar outras atividades de segurança fronteiriça. Dentre os 1.500 soldados, 1.000 são do Exército e 500 pertencem ao Corpo de Fuzileiros Navais, anteriormente envolvidos no combate a incêndios florestais em Los Angeles.
Com a chegada das novas tropas, o total de militares na área será de 2.500, um aumento de 60% nas forças já presentes. Além do destacamento de tropas terrestres, o governo Trump também alocou recursos adicionais para apoio aéreo e operações de inteligência, fortalecendo as iniciativas existentes na fronteira sul.
Na mesma data, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei que prevê a detenção obrigatória de imigrantes ilegais envolvidos em crimes violentos ou roubos. A aprovação desse projeto é considerada uma importante conquista para Trump em seu novo mandato.