Ajuda Humanitária

Trump propõem transformar Gaza em “zona de liberdade”

No momento, milhares de pessoas enfrentam fome em meio ao bloqueio imposto por Israel e à intensificação dos bombardeios

Donald Trump, presidente dos EUA - Imagem: Reprodução / Instagram / @realdonaldtrump

William Oliveira Publicado em 16/05/2025, às 10h25

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta sexta-feira (16) sobre a grave crise humanitária que assola a Faixa de Gaza, intensificada pelo conflito entre Israel e o Hamas. Em sua declaração, Trump alertou que "muitas pessoas estão morrendo de fome" e afirmou que tomará providências para enfrentar a situação.

“Há situações muito sérias aqui [Oriente Médio]. Estamos olhando para Gaza. E nós vamos cuidar disso. Muitas pessoas estão morrendo de fome. Há muita coisa ruim acontecendo lá”, declarou o líder republicano.

A fala ocorre em meio ao cerco imposto por Israel à região, como parte da estratégia para pressionar o Hamas a libertar reféns capturados durante um ataque ocorrido em outubro de 2023. Desde março, as forças israelenses têm restringido a entrada de ajuda humanitária, provocando uma situação alarmante de escassez de alimentos e combustíveis.

Diversas organizações internacionais e líderes globais têm solicitado o fim do bloqueio, apontando violações ao direito internacional. Apesar disso, Israel tem intensificado suas operações militares. Segundo dados do Ministério da Saúde local, entre quarta (14) e quinta-feira (15), mais de 200 pessoas morreram. Outros 50 óbitos foram registrados após novos bombardeios nesta sexta.

A nova ofensiva israelense ocorreu pouco após o Hamas libertar Edan Alexander, refém israelense-americano, como gesto de “boa vontade” para retomar as negociações por um cessar-fogo. O governo israelense reconheceu o gesto, mas afirmou que as negociações ocorrerão "sob fogo".

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou: “As negociações serão realizadas sob fogo, com base no compromisso de atingir todos os objetivos da guerra. Continuaremos a agir implacavelmente até que todos eles [reféns] retornem para casa, em Israel. As negociações continuarão sob pressão, durante os preparativos para a intensificação dos combates”.

Ainda na quinta, Trump sugeriu que os Estados Unidos assumam o controle da Faixa de Gaza, transformando a área em uma "zona de liberdade". Sem detalhar a proposta, ele indicou que seria possível enfrentar o Hamas e, ao mesmo tempo, garantir proteção à população civil.

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