Segundo o Washington Post, governo americano pressiona por nova cédula com imagem de Donald Trump; medida romperia tradição histórica de mais de 150 anos.
Redação Publicado em 28/05/2026, às 10h35
O governo de Donald Trump voltou a provocar polêmica nos Estados Unidos após surgir a proposta de criação de uma nota de US$ 250 estampada com o rosto do atual presidente americano. A informação foi revelada pelo jornal norte-americano The Washington Post nesta quinta-feira (28).
De acordo com a publicação, integrantes da administração republicana estariam pressionando o Departamento de Gravura e Impressão dos EUA para desenvolver a nova cédula, algo considerado sem precedentes na história recente do país.
Caso a medida avance, Trump se tornaria a primeira pessoa viva em mais de 150 anos a aparecer em uma nota oficial do dólar, quebrando uma tradição histórica do sistema monetário norte-americano.
A iniciativa faz parte de uma série de ações recentes da Casa Branca para associar a imagem do presidente a símbolos institucionais e culturais dos Estados Unidos. Nos últimos meses, o governo já anunciou a inclusão da assinatura de Trump em novas cédulas de dólar, além de projetos envolvendo passaportes comemorativos com o rosto do republicano.
Segundo o Departamento do Tesouro, a ideia seria reconhecer “as conquistas históricas do país” durante a atual gestão. Críticos, porém, enxergam as iniciativas como uma tentativa de fortalecer um culto à personalidade em torno do presidente.
O projeto da nota de US$ 250 ainda não foi oficializado, mas já gerou forte repercussão nas redes sociais e no meio político americano. Especialistas em história política dos EUA lembram que o país sempre evitou colocar líderes vivos em moedas e cédulas justamente para impedir excessos de personalismo estatal.
Além disso, o valor da cédula também chama atenção. Atualmente, notas acima de US$ 100 não circulam oficialmente no cotidiano americano há décadas.
A proposta surge em meio à campanha de reeleição de Trump e ao avanço de medidas simbólicas adotadas pela atual gestão, incluindo mudanças em instituições culturais e projetos comemorativos ligados aos 250 anos da independência dos Estados Unidos.
Até o momento, a Casa Branca não confirmou oficialmente quando — ou se — a nova nota poderá entrar em circulação.