Medidas de Trump incluem tarifas e restrições de viagem após recusa da Colômbia em aceitar deportações
Marina Milani Publicado em 27/01/2025, às 11h17
Em um movimento inesperado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou no último domingo (26) sua decisão de impor severas tarifas de importação e uma série de sanções à Colômbia. Esta medida foi anunciada após o presidente colombiano, Gustavo Petro, recusar a aceitação de voos militares que transportavam migrantes deportados. Em sua plataforma Truth Social, Trump expressou que a negativa de Petro comprometeu a segurança nacional e a segurança pública dos EUA.
Entre as ações delineadas pelo presidente americano estão tarifas de 25% sobre produtos colombianos, restrições de viagem e a revogação imediata de vistos para funcionários do governo da Colômbia. Trump enfatizou que estas medidas seriam implementadas com urgência e decididamente.
A recusa do governo colombiano em aceitar os voos decorre de relatos preocupantes sobre o tratamento recebido por brasileiros durante o processo de deportação. Várias denúncias indicam que migrantes foram algemados e alegaram terem sofrido agressões por parte dos agentes de imigração americanos. Essa situação levou Petro a rejeitar os voos de deportação para seu país.
Em resposta ao ocorrido, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) demandou esclarecimentos do governo dos Estados Unidos sobre o que classificou como "tratamento degradante" aos brasileiros deportados. Os relatos incluem experiências traumáticas, onde os migrantes afirmaram ter enfrentado agressões, ameaças e permanecido algemados por até 50 horas em condições inadequadas, sem acesso a ar condicionado.
Após os incidentes, os brasileiros deportados chegaram ao Brasil na noite da última sexta-feira (24), tendo permanecido em Manaus, Amazonas, por um dia devido a problemas técnicos na aeronave americana. O grupo finalmente chegou a Belo Horizonte no sábado (27), após uma jornada marcada por dificuldades.