Trump anuncia acordo com Irã e diz que Estreito de Ormuz será reaberto após cessar-fogo

Entendimento prevê suspensão de operações militares e abertura de negociações sobre sanções e o programa nuclear iraniano

Em pronunciamento, republicano detalha nova fase nas negociações - Imagem: Kevin Dietsch

Redação Publicado em 14/06/2026, às 20h32

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo a conclusão de um acordo com o Irã que prevê a interrupção das hostilidades entre os dois países e a retomada da circulação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo. O anúncio foi feito após um fim de semana marcado por tensões na região, incluindo ataques atribuídos a Israel no Líbano e ameaças de retaliação.

Segundo Trump, o entendimento também determina o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos e estabelece a suspensão imediata das operações militares em diferentes frentes do conflito, incluindo o território libanês. Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que o “acordo está fechado” e celebrou o que chamou de avanço histórico para a estabilidade regional.

O líder norte-americano ainda informou que a reabertura do Estreito de Ormuz ocorrerá nos próximos dias, inicialmente com operações técnicas para desativação de minas e garantir a segurança da navegação. Ele não detalhou, no entanto, se haverá cobranças ou condições impostas pelo Irã para a passagem de embarcações.

 O que diz o Irã

Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, confirmou o encerramento do bloqueio naval e afirmou que o entendimento prevê o fim imediato das ações militares. Segundo ele, o acordo abre caminho para uma nova fase de negociações com duração inicial de 60 dias, prevista para ser formalizada em uma assinatura na Suíça.

Entre os pontos que devem ser discutidos nesse período estão a suspensão de sanções econômicas, o desbloqueio de recursos iranianos no exterior e o futuro do programa nuclear de Teerã. Enquanto Washington defende o desmonte completo da estrutura nuclear militar, o Irã insiste em manter parte das atividades voltadas para fins civis, como o enriquecimento de urânio.

A confirmação do acordo também foi repercutida pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que afirmou nas redes sociais que o entendimento representa o fim das operações militares em múltiplas frentes e destacou o papel de países como Qatar, Arábia Saudita e Turquia na mediação diplomática.

Até o momento, o governo de Israel não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também não comentou as declarações feitas por Washington e Teerã.

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