Presidente dos EUA endurece discurso, rejeita cessar-fogo e impõe prazo para reabertura do Estreito de Ormuz.
Redação Publicado em 06/04/2026, às 16h22
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã e afirmou que o país poderia ser “tomado em uma noite”, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. A declaração foi feita nesta segunda-feira (6), durante pronunciamento na Casa Branca, e reforça o risco de intensificação das operações militares na região.
Segundo Trump, caso não haja um acordo considerado “aceitável”, os Estados Unidos poderão atacar de forma massiva a infraestrutura iraniana. Entre as ameaças, o presidente citou a destruição de pontes e usinas de energia, ampliando a preocupação internacional sobre possíveis violações ao direito de guerra, que proíbe ataques deliberados a alvos civis.
O prazo estabelecido por Washington para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz termina nesta terça-feira (7). A região é considerada vital para o comércio global de petróleo, e seu bloqueio já provoca impactos diretos nos mercados internacionais.
Durante o mesmo evento, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que esta segunda-feira deverá registrar o maior volume de ataques desde o início da ofensiva americana contra o território iraniano. A expectativa é de que novas ações ocorram nas próximas horas.
Trump também confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, alegando que o acordo ainda não atendia às exigências americanas. O Irã, por sua vez, também recusou a proposta, afirmando preferir uma solução definitiva para o conflito.
As declarações do presidente norte-americano foram recebidas com preocupação por analistas internacionais, que alertam para o risco de ampliação da guerra e seus efeitos globais — especialmente no fornecimento de energia e na estabilidade geopolítica.
Além disso, o próprio governo iraniano classificou as ameaças como potencial crime de guerra, intensificando o clima de tensão diplomática entre os países.