Com o novo decreto, Trump visa reforçar a identificação dos eleitores e limitar a participação de cidadãos estrangeiros nas eleições
William Oliveira Publicado em 26/03/2025, às 13h34
No último mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que altera a estrutura do sistema eleitoral americano, com foco na prevenção de fraudes durante o processo de votação. O documento faz referência ao Brasil como modelo positivo na implementação de medidas de segurança nas eleições, especialmente no que diz respeito ao uso da tecnologia biométrica.
O decreto aponta que os Estados Unidos carecem de proteções eleitorais fundamentais já adotadas por países desenvolvidos e também por nações em desenvolvimento, como Índia e Brasil, que utilizam a identificação dos eleitores vinculada a bancos de dados biométricos.
“Os Estados Unidos agora falham em aplicar proteções eleitorais básicas e necessárias empregadas por nações modernas e desenvolvidas, bem como por aquelas ainda em desenvolvimento. A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração para a cidadania”, afirma o documento.
Segundo a administração Trump, a nova ordem executiva visa reforçar a verificação da cidadania dos eleitores, restringindo a participação de cidadãos estrangeiros nas eleições. A medida permite que os departamentos de Segurança Interna, Estado e Administração da Segurança Social acessem bancos de dados federais para validar a cidadania dos eleitores.
Além disso, Trump destacou a importância de confirmar a cidadania por meio de documentos oficiais, como passaportes americanos, identificações válidas ou identificações militares.
A implementação do sistema biométrico nas eleições brasileiras começou em 2008, com o objetivo de aumentar a segurança e a agilidade no processo eleitoral, além de coibir fraudes. O procedimento exige que os eleitores se cadastrem nas zonas eleitorais para coleta de dados biométricos, incluindo impressões digitais, fotografias e assinaturas.
Na hora da votação, as urnas equipadas com tecnologia biométrica verificam a identidade do eleitor por meio das impressões digitais. Se houver correspondência entre as impressões digitais registradas e as apresentadas na urna, o voto é liberado; caso contrário, o sistema impede o acesso à votação.
Atualmente, mais de 85% do eleitorado brasileiro está coberto pelo sistema biométrico, cuja evolução tecnológica é monitorada por um painel online atualizado periodicamente pela Justiça Eleitoral.