Trilhas de vulcão onde brasileira caiu tiveram 180 acidentes e 8 mortes em cinco anos

Juliana Marins, de 26 anos, caiu de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, um dos percursos mais perigosos da Indonésia, e foi encontrada morta na última terça-feira (24)

Juliana estava em mochilão pela Ásia quando sofreu a queda durante trilha no Monte Rinjani - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 25/06/2025, às 11h38

O Parque Nacional do Monte Rinjani, um dos destinos turísticos mais procurados da Indonésia, tem se tornado cenário frequente de acidentes graves. Nos últimos cinco anos, ao menos oito pessoas morreram e 180 ficaram feridas em trilhas na área, de acordo com os dados do governo indonésio divulgados em março deste ano. A vítima mais recente foi a brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que desapareceu durante uma caminhada e foi encontrada morta nesta terça-feira (24).

Juliana caiu de um penhasco no sábado (21), enquanto fazia a trilha rumo ao cume do Monte Rinjani. Ela se distanciou do grupo com quem viajava e, de acordo com a família, foi localizada a cerca de 650 metros da encosta, já sem vida.

Entre 2020 e 2024, o número de acidentes no parque teve alta significativa, passando de 21 para 60 casos, quase o triplo. Em 2023, foram registradas 35 ocorrências, e no ano anterior, 31. No total, 44 das vítimas eram turistas estrangeiros e 136, visitantes locais.

Mortes e acidentes registrados por ano no Monte Rinjani:

Diante do aumento de ocorrências, o governo indonésio emitiu um parecer em março recomendando a criação urgente de um Procedimento Operacional Padrão (POP) para busca, resgate e evacuação.

O objetivo é reduzir os riscos aos visitantes e organizar as ações de socorro. Também foram instaladas placas de alerta em pontos críticos e as equipes do parque passaram a fornecer orientações nas entradas das trilhas.

Com 3.726 metros de altitude, o Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia e oferece uma das trilhas mais desafiadoras do país. O percurso pode durar até quatro dias, exige bom preparo físico e apresenta riscos elevados, como clima instável, trechos íngremes e áreas com pouca visibilidade.

A crescente procura pelo local após o período da pandemia tem levado mais turistas à região, mas também evidencia a necessidade urgente de reforçar as medidas de segurança.

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