Abalo sísmico teve baixa profundidade e foi sentido no México, Guatemala e El Salvador; autoridades monitoram áreas costeiras após risco de ondas no oceano Pacífico
Redação Publicado em 17/07/2026, às 19h02
Um terremoto de magnitude 7,3 atingiu a costa sul do México nesta sexta-feira (17), próximo à fronteira com a Guatemala, provocando alertas para possível formação de ondas de tsunami em países da América Latina. O tremor teve origem no oceano, nas proximidades de Puerto Madero, no estado mexicano de Chiapas, e foi percebido também em áreas da Guatemala e de El Salvador.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o abalo sísmico ocorreu a cerca de 15 quilômetros de profundidade, uma característica que pode aumentar a intensidade percebida em áreas próximas ao epicentro. O Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos informou que havia possibilidade de ondas de até 1 metro nas regiões costeiras do México e da Guatemala, além de ondas menores em países como Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá e Peru.
Após o tremor, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, informou que, até o momento, não havia relatos de vítimas ou danos estruturais significativos nos locais atingidos. A chefe de Estado também orientou moradores dos estados de Chiapas e Tabasco a evitarem a aproximação das praias durante o período de monitoramento.
A Coordenação Nacional de Proteção Civil do México informou que o terremoto, registrado inicialmente como de magnitude 7,4 por autoridades locais, não causou feridos graves nem comprometeu edificações, conforme as primeiras avaliações realizadas durante a manhã.
Em junho deste ano, outro terremoto atingiu o país, com magnitude 6,0, no estado de Sinaloa, no noroeste mexicano. O epicentro também ficou localizado no Oceano Pacífico, próximo à costa, e o tremor foi sentido principalmente na cidade de Guasave.
O México é uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta por estar localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, área marcada pelo encontro de diversas placas tectônicas. A movimentação constante dessas estruturas exige acompanhamento permanente dos órgãos de monitoramento para identificar possíveis riscos à população.