Com mais de 639 mortos em ataques aéreos, a escalada de violência entre Israel e Irã levanta alarmes sobre a estabilidade no Oriente Médio
Redação Publicado em 21/06/2025, às 09h30
Um comandante de alto escalão da Guarda Revolucionária Iraniana foi morto em um ataque em Qom, no Irã, neste sábado (21). Israel confirmou a ação, atribuída ao comando de Saeed Izadi, que liderava o Corpo Palestino da Força Quds, e alega que a operação representa um marco significativo em meio à escalada do conflito entre os dois países.
De acordo com o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, Izadi tinha um papel crucial no financiamento e armamento do Hamas, especialmente antes do ataque do grupo contra Israel em 7 de outubro de 2023, que intensificou a guerra em Gaza. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, confirmou a morte de cinco de seus membros em outros ataques ocorridos em Khorramabad, conforme noticiado pela mídia iraniana, mas sem mencionar o nome de Izadi, que estava sob sanções dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Ataques e reações em meio à crise
A mídia iraniana também divulgou que Israel atacou um edifício em Qom, resultando na morte de um jovem de 16 anos e deixando outras duas pessoas feridas. Além disso, a agência Fars noticiou um ataque à instalação nuclear de Isfahan, uma das mais importantes do Irã, embora tenha informado que não houve vazamento de materiais perigosos após o incidente.
Em um cenário de tensões crescentes, Ali Shamkhani, um assessor próximo do líder supremo do Irã, relatou ter sobrevivido a uma ação israelense, afirmando em mensagem à mídia estatal que sua sobrevivência estava ligada ao seu destino e à sua posição como "símbolo da resistência contra os inimigos".
Em resposta a esses eventos, o exército israelense acionou sirenes em diversas regiões do centro de Israel, incluindo Tel Aviv e áreas da Cisjordânia ocupada, após alertas sobre bombardeios de mísseis provenientes do Irã. Até o momento, não houve relatos de vítimas nesses incidentes.
Escalada do conflito e controvérsia nuclear
Desde o início dos ataques aéreos israelenses contra alvos no Irã, em junho deste ano, a situação tem se agravado consideravelmente. Israel justifica suas ações alegando que o programa nuclear iraniano representa uma ameaça iminente e uma séria preocupação para a segurança regional. O Irã, por outro lado, defende veementemente que suas atividades nucleares são exclusivamente para fins pacíficos e tem respondido com ataques de mísseis e drones direcionados a Israel.
Apesar de se presumir que Israel possua armamento nuclear, o país mantém uma política de ambiguidade a respeito de seu arsenal. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, os ataques aéreos israelenses já resultaram na morte de pelo menos 639 pessoas no Irã, incluindo figuras proeminentes das forças armadas e especialistas em tecnologia nuclear.
Recentemente, a NOURNEWS do Irã divulgou os nomes de 15 oficiais e soldados da defesa aérea que teriam perdido a vida durante os confrontos com as forças israelenses. A escalada de violência e retaliações mútuas mantém a região em alerta máximo, com implicações preocupantes para a estabilidade global.