Condenação foi resultado da recusa em colaborar com o inquérito parlamentar sobre a invasão ao Capitólio dos EUA, ocorrida em 6 de janeiro de 2021 por apoiadores do ex-presidente
William Oliveira Publicado em 30/10/2024, às 10h07
Steve Bannon, uma figura central da ultradireita mundial e ex-assessor do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, foi libertado da prisão na manhã desta terça-feira (29). Após cumprir quase quatro meses de detenção, Bannon deixou o presídio em Danbury, Connecticut, afirmando estar "fortalecido" e não derrotado, durante uma entrevista ao sair do local.
A soltura de Bannon ocorre em um momento crucial, a poucos dias das eleições presidenciais americanas, que podem marcar o retorno de Trump à presidência. Sua condenação foi resultado da recusa em colaborar com o inquérito parlamentar sobre a invasão ao Capitólio dos EUA, ocorrida em 6 de janeiro de 2021 por apoiadores do ex-presidente.
No início de sua pena, em 1º de julho, Bannon declarou-se "orgulhoso" de enfrentar essa situação se fosse necessário para confrontar o governo de Joe Biden.
Bannon desempenhou um papel estratégico na campanha presidencial que levou Trump à vitória em 2016 e atuou como seu principal estrategista até 2017. Embora não ocupe mais uma posição oficial na equipe de Trump, ele continua a exercer influência significativa através de seu podcast "The War Room", no qual apoia fervorosamente o ex-presidente republicano.
Reconhecido como um dos principais teóricos da extrema direita populista, Bannon expressou seu compromisso em construir "a infraestrutura global para o movimento populista". Ele fundou a iniciativa "O Movimento", destinada a unir líderes populistas de direita ao redor do mundo.
No Brasil, Bannon mantém proximidade com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro e chegou a designar o deputado federal Eduardo Bolsonaro como seu representante no país.