Tensão no Oriente Médio

Secretário de Guerra dos EUA diz que novo líder supremo do Irã está ferido e escondido em bunker

Pete Hegseth afirmou que Mojtaba Khamenei estaria debilitado e isolado enquanto a liderança iraniana tenta manter o controle em meio à guerra contra os Estados Unidos.

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, durante evento público em Teerã antes da atual guerra no Oriente Médio. - Imagem: Reprodução / REUTERS

Redação Publicado em 13/03/2026, às 10h53

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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira (13) que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria ferido, possivelmente desfigurado e escondido em um bunker, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa no Pentágono, na qual o chefe da Defesa norte-americana afirmou que a liderança do regime iraniano estaria isolada e sob forte pressão militar após ataques realizados pelas forças dos Estados Unidos.

Segundo Hegseth, autoridades americanas receberam informações de que o líder iraniano estaria gravemente ferido e refugiado em instalações subterrâneas, em áreas civis, para evitar novos bombardeios.

“Ouvimos que o ‘não tão supremo líder’ deles está ferido e provavelmente desfigurado. A liderança iraniana está escondida no subsolo, como ratos”, afirmou o secretário de Guerra.

O comentário também foi usado por Hegseth para questionar o primeiro pronunciamento público atribuído a Khamenei desde que ele assumiu o cargo após a morte de seu pai, Ali Khamenei, morto no início do conflito.

Segundo ele, o discurso transmitido pela televisão estatal iraniana chamou atenção por não ter imagens nem áudio do líder, sendo apenas um texto lido por um apresentador.

Para o governo norte-americano, a ausência do líder em vídeo ou áudio reforçaria suspeitas de que ele esteja debilitado ou escondido.

Durante a mesma coletiva, Hegseth afirmou que o Irã estaria perdendo capacidade militar rapidamente, após sucessivos ataques aéreos dos Estados Unidos.

De acordo com o secretário, a Força Aérea iraniana estaria praticamente inoperante, enquanto a Marinha teria sofrido danos significativos após operações militares no Golfo Pérsico.

Ele também afirmou que os disparos de mísseis e drones lançados pelo Irã teriam caído drasticamente desde o início da guerra.

Segundo números apresentados por Hegseth, os ataques com mísseis teriam sido reduzidos em cerca de 90%, enquanto o uso de drones caiu aproximadamente 95%.

Apesar das declarações, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, adotou um tom mais cauteloso ao comentar o conflito.

Ele reconheceu que, mesmo enfraquecido, o Irã ainda possui capacidade militar suficiente para ameaçar forças aliadas e navios comerciais na região.

O cenário de tensão se agravou após o novo líder iraniano afirmar, no dia anterior, que o país continuará atacando bases militares americanas no Oriente Médio e manterá o Estreito de Ormuz fechado, um dos pontos estratégicos para o transporte mundial de petróleo.

A região segue sob alerta internacional diante do risco de expansão do conflito e impacto no comércio global de energia.

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