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Recompensa bilionária por Nicolás Maduro abala regime venezuelano

O Departamento de Justiça dos EUA oferece até 25 milhões de dólares por informações que levem à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo

William Oliveira Publicado em 29/07/2025, às 10h12

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma recompensa de até 25 milhões de dólares, equivalente a cerca de 140 milhões de reais, por informações que levem à captura ou condenação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

A iniciativa foi divulgada pela DEA, agência antidrogas norte-americana. Maduro é acusado de envolvimento em narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e fornecimento de armamentos para organizações criminosas. Além dele, outras figuras do alto escalão venezuelano também são alvo de investigações, como Diosdado Cabello e Vladimir Padrino López.

As autoridades norte-americanas classificam o chamado “Cartel de Los Soles”, supostamente liderado por Maduro e seus aliados, como uma organização terrorista internacional. A medida intensifica as pressões sobre o regime venezuelano, acusado de utilizar o aparato estatal para facilitar operações ilícitas em larga escala.

Informações recentes apontam que Hugo Carvajal, ex-chefe da inteligência militar da Venezuela, declarou-se culpado perante a Justiça dos Estados Unidos. A colaboração de Carvajal pode aprofundar as investigações e comprometer ainda mais a cúpula chavista.

O governo americano afirma que o cartel atuou por décadas em parceria com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), permitindo o trânsito de toneladas de cocaína com destino aos Estados Unidos. As acusações incluem o uso de aeroportos e estruturas militares venezuelanas para apoiar essa logística criminosa.

A recompensa oferecida faz parte de um programa oficial que incentiva denúncias contra indivíduos acusados de tráfico de drogas e terrorismo internacional. Casos de cooperação como o de Carvajal reforçam a tese de que o tráfico estaria institucionalizado na Venezuela, operando sob proteção direta do Estado.

O Departamento de Estado também estuda novas sanções contra empresas e instituições financeiras ligadas aos acusados, ampliando o cerco político e econômico à administração de Maduro.

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