Ataques no Irã e em outros países do Golfo Pérsico aumentam os preços do petróleo e do gás, com temores de desabastecimento global. EUA e Israel se preparam para nova fase do conflito.
Redação Publicado em 19/03/2026, às 11h01
Os preços do petróleo e do gás dispararam nesta quinta-feira (19), superando a marca de US$ 118 por barril para o petróleo Brent, referência internacional, após uma série de novos ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio.
Esses ataques, que envolvem tanto o Irã quanto Israel, geraram uma instabilidade crescente no mercado global de energia e aumentaram os temores de um possível desabastecimento mundial. O gás natural também experimentou um aumento recorde, com a commodity subindo 24% no atacado na Holanda.
Na quarta-feira (18), Israel realizou um ataque significativo no campo de gás Pars, no Irã, e em resposta, o Irã atingiu o complexo de gás qatari de Ras Laffan, o maior produtor de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, localizado no Catar. Drones iranianos também atingiram uma refinaria na Arábia Saudita e outras duas no Kuwait, além de uma instalação de gás em Abu Dhabi.
O aumento nos preços foi impulsionado principalmente pelos temores de um conflito prolongado que possa afetar diretamente o fornecimento de petróleo e gás, já que o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, está cada vez mais sob ameaça de bloqueio.
A produção de gás natural e petróleo nas regiões atacadas está diretamente relacionada ao fornecimento para várias economias ao redor do mundo, o que gerou repercussões em mercados financeiros e aumentou a pressão sobre a inflação global.
O governo dos Estados Unidos também entrou em cena, com o presidente Donald Trump ameaçando novos ataques ao campo de gás iraniano de South Pars caso o Irã continue atacando o Catar. Trump reiterou que o país retaliará qualquer agressão, com ou sem a ajuda de Israel, e prometeu uma ação devastadora sobre a infraestrutura iraniana.