Política Internacional

Petro rebate ameaças de Trump e diz que voltaria a “pegar em armas” para defender a Colômbia

Declarações ocorrem após presidente dos EUA sugerir ação militar; tensão aumentou depois do ataque americano à Venezuela.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu às ameaças de Donald Trump - Imagem: EPA

Ana Beatriz Publicado em 05/01/2026, às 17h37

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu nesta segunda-feira (5) às ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que estaria disposto a “pegar em armas novamente” para defender seu país de uma eventual agressão externa. A declaração foi feita em uma publicação na rede social X.

Ex-integrante de um grupo guerrilheiro, Petro afirmou que havia jurado não voltar a usar armas após o pacto de paz de 1989, mas que abriria exceção diante do que classificou como ameaças à soberania colombiana. “Jurei não tocar mais em uma arma desde o pacto de paz de 1989, mas pela pátria voltarei a pegar em armas que não mais queria”, escreveu.

A crise diplomática entre os dois líderes se arrasta desde que Trump reassumiu a presidência dos Estados Unidos, em 2025, mas se intensificou após o ataque americano à Venezuela, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro. Desde então, Trump tem adotado um discurso mais agressivo em relação a países da América Latina.

Segundo a agência Reuters e outros veículos internacionais, Trump chegou a mencionar a possibilidade de uma ação militar contra a Colômbia, acusando o governo colombiano de envolvimento com o tráfico de drogas para os Estados Unidos. Petro rebateu as acusações, negando ser traficante ou ilegítimo, e afirmou que aguardaria a confirmação e tradução correta das declarações antes de responder oficialmente.

As falas do presidente colombiano repercutiram internacionalmente e elevaram o nível de alerta na região, em um momento de instabilidade geopolítica crescente na América Latina. Especialistas avaliam que o embate verbal entre Bogotá e Washington pode gerar impactos diplomáticos e econômicos caso o tom não seja reduzido.

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