Pontífice continuará internado pelo tempo necessário para sua recuperação, sem previsão de alta
William Oliveira Publicado em 17/02/2025, às 09h54
O Vaticano confirmou que o Papa Francisco, de 88 anos, está enfrentando uma infecção polimicrobiana nas vias respiratórias, uma condição considerada "complexa" pela equipe médica. O comunicado oficial foi divulgado às 9h desta segunda-feira (17).
A Santa Sé informou que, devido ao diagnóstico, o tratamento do pontífice foi alterado e não há previsão de alta. Ele permanecerá internado pelo tempo necessário para garantir sua recuperação.
De acordo com o boletim médico, os testes realizados recentemente revelaram a gravidade da infecção respiratória, levando a ajustes na terapia.
"Os resultados dos testes realizados nos últimos dias e hoje demonstraram uma infecção polimicrobiana do trato respiratório que levou a uma nova modificação da terapia. Todos os exames realizados até o momento são indicativos de um quadro clínico complexo que exigirá internação hospitalar adequada", afirmou o documento.
Em atualizações mais recentes, um porta-voz do Vaticano informou que o Papa está em condição estável, tendo dormido bem na noite anterior e tomado café da manhã. No entanto, não foi esclarecido se ele apresentou febre novamente, como ocorreu no início da internação; segundo relatos anteriores, a febre havia diminuído progressivamente.
Apesar da mudança no tratamento e das orientações médicas para repouso absoluto, o Papa manteve sua rotina de contatos. Segundo a emissora italiana Mediaset, mesmo hospitalizado, ele fez ligações para paróquias católicas em Gaza durante o final de semana.
O pontífice expressou suas desculpas por não poder participar da oração semanal de domingo na Praça de São Pedro e também não poderá presidir uma missa especial dedicada a artistas em comemoração ao Ano Jubilar da Igreja Católica.
A internação do Papa já dura quatro dias, desde sua admissão no hospital Gemelli em Roma na última sexta-feira (14). Desde o início deste mês, Francisco enfrenta problemas respiratórios associados a uma bronquite, inicialmente descrita como um "forte resfriado" durante uma audiência semanal.
Recentemente, ele teve dificuldades para ler seus discursos devido à condição respiratória e, em várias ocasiões, pediu que seus assessores realizassem as leituras em seu lugar. Apesar das adversidades, Francisco mantém seu bom humor e continua se engajando com a comunidade católica.