GUERRA

Novo líder do Irã promete retaliação contra EUA e Israel

Em pronunciamento divulgado nesta quinta-feira (12/03), o novo líder do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país continuará as ações militares e prometeu “vingar os mártires”

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã - Imagem: Reprodução / Tasnim News Agency

William Oliveira Publicado em 12/03/2026, às 12h44

Em seu primeiro pronunciamento desde que assumiu o comando do Irã, o novo líder supremo Mojtaba Khamenei, adotou um discurso duro contra os Estados Unidos e Israel, prometendo retaliação diante dos recentes confrontos militares.

A mensagem foi transmitida pela televisão estatal nesta quinta-feira (12). Por motivos de segurança, o discurso não foi feito diretamente pelo líder iraniano, sendo lido por um apresentador. Segundo autoridades iranianas, Mojtaba permanece em local não divulgado após ter ficado ferido em ataques recentes.

Durante o pronunciamento, o novo líder destacou a continuidade da confrontação militar e prestou homenagem ao pai e antecessor, Ali Khamenei, morto no início da atual ofensiva estrangeira contra o país.

Mojtaba afirmou que a prioridade do governo é “vingar o sangue dos mártires”, citando um ataque que atingiu uma escola infantil e resultou na morte de dezenas de crianças. Segundo ele, as operações militares realizadas até agora representam apenas uma “parte limitada” da resposta planejada pelo Irã.

No campo estratégico, o líder determinou a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada essencial para o comércio global de petróleo. A medida foi descrita como um instrumento de pressão contra adversários internacionais.

Além disso, Mojtaba Khamenei pediu que países árabes da região interrompam qualquer tipo de cooperação militar com forças ocidentais e cobrou o fechamento de bases militares americanas instaladas em território vizinho, sob ameaça de novos ataques.

O líder também agradeceu publicamente à chamada “Frente de Resistência”, formada por grupos aliados do Irã em países como Líbano, Iraque e Iêmen, reforçando que essas alianças fazem parte dos princípios da Revolução Islâmica.

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