Após ataque a hospital, Israel justifica ação alegando presença do Hamas, mas sem apresentar evidências
Gabriela Thier Publicado em 15/04/2025, às 15h44
Na terça-feira, (15), um ataque aéreo realizado pelas forças israelenses atingiu a entrada de um hospital de campanha localizado na Faixa de Gaza, resultando em ferimentos em três médicos e sete pacientes. A informação foi confirmada por um porta-voz do hospital.
O incidente ocorreu no hospital de campanha do Kuwait, situado na área de Muwasi, que abriga centenas de milhares de deslocados em amplos campos de tendas.
De acordo com o porta-voz Saber Mohammed, dois dos feridos apresentam gravidade nas lesões. O Exército israelense não se manifestou sobre o ocorrido até o momento, conforme relatado pela agência de notícias Associated Press.
Ao longo dos últimos 18 meses de conflito, as forças militares israelenses realizaram ataques a hospitais em diversas ocasiões, alegando que militantes do Hamas se escondem em instalações médicas ou as utilizam para atividades militares. Entretanto, a administração hospitalar refutou tais alegações, acusando Israel de colocar em risco a vida de civis e destruir o sistema de saúde da região.
No último domingo (13), Israel havia atacado o principal hospital de cuidados intensivos no norte da faixa de Gaza, após emitir uma ordem de evacuação. Durante essa operação, um paciente faleceu e os danos causados afetaram gravemente a sala de emergência, a farmácia e as estruturas adjacentes, conforme declarado pelo Hospital Al-Ahli.
A diocese episcopal de Jerusalém, responsável pela administração do hospital, condenou a ação militar. Por sua vez, Israel justificou o ataque alegando que visava um centro de comando e controle do Hamas dentro das instalações, sem apresentar evidências que corroboram essa afirmação. O grupo que governa Gaza desde 2007 negou as acusações feitas contra eles.