Ofensiva resultou em cerca de 3 mil feridos e, somado a uma ofensiva subsequente contra walkie-talkies no dia seguinte, deixou mais de 37 mortos
William Oliveira Publicado em 11/11/2024, às 12h53
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu pela primeira vez neste domingo (10) ter autorizado um ataque direcionado ao grupo extremista Hezbollah, no Líbano. A operação envolveu a explosão de dispositivos de comunicação em setembro, conforme informou Omer Dostri, porta-voz do governo israelense, à agência France Presse.
Durante a reunião semanal do Conselho de Ministros, Netanyahu confirmou ter sancionado a ação, que até então não tinha autoria oficial.
O ataque resultou em cerca de 3 mil feridos e, quando combinado com uma ofensiva subsequente que visou walkie-talkies no dia seguinte, culminou na morte de mais de 37 pessoas.
Ataque em grande proporção
No dia 17 de setembro, um ataque devastador abalou o Líbano quando milhares de pagers, utilizados por integrantes de uma milícia local para evitar a interceptação israelense, explodiram simultaneamente. Este evento trágico resultou na morte de dezenas e deixou milhares feridos.
No total, a ofensiva que envolveu os pagers, seguida por outra série de explosões que atingiu walkie-talkies do grupo Hezbollah no dia subsequente, causou a morte de 39 indivíduos e ferimentos em mais de 3.400 pessoas. As vítimas, muitas delas levadas rapidamente para atendimento médico emergencial, sofreram lesões graves, incluindo danos oculares, perda de dedos e feridas profundas na região abdominal, em decorrência da proximidade dos aparelhos no momento das detonações.
O Hezbollah foi significativamente enfraquecido por essa sequência de ataques, que também impactaram severamente a população civil, gerando uma onda de condenações internacionais, incluindo críticas veementes das Nações Unidas.