Veterano dos Marines protestava contra apoio dos Estados Unidos a Israel em meio à escalada de tensões com o Irã
Letícia Sales Publicado em 05/03/2026, às 11h47
Um manifestante teve o braço quebrado ao ser retirado por agentes de segurança após interromper uma audiência no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, na quarta-feira (4). O protesto ocorreu durante uma sessão de um subcomitê das Forças Armadas do Senado e foi registrado em vídeo por integrantes do grupo antiguerra Code Pink.
O manifestante foi identificado por diversos veículos de comunicação como Brian McGinnis, veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (Marines). Durante a audiência, ele se levantou e passou a gritar palavras de ordem contra o apoio norte-americano a Israel.
“Ninguém quer lutar por Israel”, afirmou McGinnis enquanto interrompia a sessão.
Após a manifestação, agentes de segurança do Capitólio intervieram e retiraram o homem do local. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram McGinnis sendo conduzido por um corredor do prédio e, em seguida, sentado no chão, encostado em uma parede, enquanto era cercado por policiais.
Segundo a agência de notícias Reuters, a autenticidade das imagens foi verificada por meio da transmissão oficial da audiência no Congresso e pela comparação com fotografias de arquivo do local.
O episódio ocorreu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. No último sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã, em meio a disputas envolvendo o programa nuclear iraniano.
Como resposta, o governo iraniano iniciou ações contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto durante os ataques conduzidos por forças dos Estados Unidos e de Israel.
Após o anúncio, autoridades iranianas passaram a ameaçar uma retaliação de grande escala. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a resposta militar um direito legítimo.
O Irã considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um direito e dever legítimo”, afirmou o líder iraniano.
Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump reagiu às ameaças e alertou Teerã sobre possíveis retaliações.
É melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, disse Trump.
Enquanto a crise se intensifica no cenário internacional, protestos e manifestações dentro dos próprios Estados Unidos refletem a divisão de opiniões sobre o envolvimento do país no conflito.