Héctor Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, era considerado o principal chefe da organização criminosa que expandiu suas atividades por diversos países da América Latina
Redação Publicado em 13/06/2026, às 10h27
O venezuelano Héctor Rusthenford Guerrero Flores, mais conhecido como “Niño Guerrero”, morreu durante uma operação coordenada entre Estados Unidos e Venezuela, conforme confirmaram os governos dos dois países na última sexta-feira (12). Apontado como líder máximo da organização criminosa Tren de Aragua, ele era um dos criminosos mais procurados da região e alvo de investigações por tráfico de drogas, armas e outros delitos transnacionais.
A morte foi anunciada inicialmente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a ação foi conduzida pelo Comando Sul americano. Em publicação nas redes sociais, o republicano divulgou imagens que, segundo ele, registram o momento do ataque contra o líder da facção.
Horas depois, o governo venezuelano confirmou a operação realizada no estado de Bolívar, no sudeste do país. Em comunicado, as autoridades informaram que Guerrero foi “neutralizado” durante confrontos com integrantes de estruturas criminosas e destacaram que a ação contou com troca de informações de inteligência e apoio tecnológico especializado entre os dois governos.
Considerado o principal rosto do Tren de Aragua, Niño Guerrero era investigado por promotores federais dos Estados Unidos por crimes como associação criminosa, extorsão, tráfico de drogas e tráfico de armas. O Departamento de Estado americano oferecia recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura, além de ter aplicado sanções contra ele e outros integrantes da organização em 2025.
O caso ocorre em meio ao endurecimento da política americana contra o grupo criminoso. No ano passado, Trump classificou o Tren de Aragua como organização terrorista e passou a associar a facção a operações de tráfico internacional e violência transnacional.
Criado em 2014 dentro da prisão de Tocorón, na Venezuela, o Tren de Aragua se transformou em uma das maiores organizações criminosas da América Latina. O grupo é acusado de atuar em atividades como extorsão, homicídios sob encomenda, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, exploração sexual, sequestros e garimpo ilegal, com presença registrada em diversos países do continente.